09 de julho de 2026
Geral

Cavaleiro de Bauru ganha duas competições em Barretos

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Arquibancadas repletas de espectadores e a adrenalina dos competidores a mil. Em apenas 18 segundos e alguns centésimos, o cavaleiro Sérgio Luiz Arena Alvarez, 46 anos, e a égua da raça quarto de milha Birinha San, 7 anos, venceram a prova de modalidade livre de três tambores, na última terça-feira, em Barretos (cidade do Interior de São Paulo conhecida por sediar rodeios). A façanha foi repetida minutos mais tarde, mas na categoria amador.

Para o cavaleiro, esses foram uns dos segundos mais importante da sua vida. Ele competiu com outros 80 cavaleiros na primeira prova e 50, na segunda. Levou para casa duas fivelas e o total de R$ 4.500. “Realizei um sonho. Sempre quis competir em Barretos”, diz.

Na prova, o cavalo precisa ter agilidade, concentração e resistência física para contornar três tambores no menor tempo possível. Este foi o primeiro ano que a competição foi aberta para os homens. Antes, apenas as mulheres podiam participar desta categoria em Barretos.

Alvarez, que tem em seu sobrenome ‘Arena’ a marca de cavaleiro, já possui uma coleção de cerca de 50 fivelas e 300 troféus. Em sua casa, os prêmios são os principais objetos de decoração. Ele resume as qualidades necessárias para assegurar tantas vitórias: “É preciso dedicação e paixão pelo que se faz”, ensina.

O cavaleiro enfrenta uma rotina de treinos por cerca de quatro horas, três vezes por semana, para ficar apto às competições. A égua treina um dia e descansa no outro. Além de San, ele tem o garanhão Santiago Times, que já venceu diversas competições também. “Eles têm fôlego de atleta. Estão entre os cinco melhores do País”, orgulha-se. Times ganhou o campeonato brasileiro da modalidade três tambores, em 2005. Em 2006 e 2007, foi a vez da égua vencer. Neste mês, do cruzamento dos dois, nasceu um potrinho que, segundo ele, tem tudo para ser vencedor.

Alvarez se diz um apaixonado por cavalos desde a infância. O pai dele comprou uma propriedade em Bauru quando a família morava ainda na Capital do Estado. “Quando era pequeno, comecei a montar para competições, no jóquei de São Paulo. Vinha várias vezes por ano para Bauru para treinar. Aos 19 anos, mudamos para cá e comecei a me dediquei ainda mais ao esporte”, conta. Desde então, aderiu à rotina de cavaleiro.

Em troca por tantas vitórias, os animais são tratados com regalia: têm treinadores, funcionários responsáveis pela alimentação e cuidados com saúde e beleza. Times tem até uma casa própria. “Ele fica separado dos demais, para não haver briga. A casa dele tem até janela”, conta.

O cavaleiro, aos 46 anos, não pensa em aposentadoria, por enquanto. “Quero competir até quando agüentar”, revela.

No Brasil, uma égua ou cavalo premiados podem custar mais de R$ 150 mil. Já nos Estados Unidos, um recordista pode valer U$ 8 milhões.