Bagdá - Supostos membros da rede terrorista Al-Qaeda seqüestraram 15 mulheres e crianças de duas vilas ao norte de Bagdá depois que sunitas impediram um ataque do grupo rebelde à região, em um confronto que matou 32 pessoas ontem, informou a polícia local.
Os integrantes da Al-Qaeda mataram o líder local, que estaria liderando uma rebelião contra a organização terrorista.
A população das duas vilas estariam revoltadas contra a rede devido à interpretação rígida do grupo sobre o islã, e devido à matança indiscriminada de civis.
Cerca de 200 homens da Al-Qaeda cercaram as vilas de Sheikh Tamim e Ibrahim Yehia, na Província de Diyala, ao norte de Bagdá, na madrugada de ontem, após lançarem vários morteiros contra a região, de acordo com informações da polícia iraquiana.
Segundo o general Ali Delayan, chefe de polícia de Baquba, 22 moradores e dez membros da Al-Qaeda morreram no confronto. Os insurgentes deixaram o local levando oito mulheres e sete crianças como reféns.
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EUA questionam governo iraquiano
Washington - Um novo relatório da Estimativa Nacional de Inteligência sobre o Iraque (NIE) divulgado ontem aponta que o governo iraquiano, liderado pelo premiê Nouri al Maliki, continua “incapaz de governar a si mesmo” e é prejudicado pela ausência de uma “liderança forte”.
“Líderes políticos iraquianos continuam incapazes de governar efetivamente”, diz o documento de dez páginas.
De acordo com a estimativa, o governo iraquiano deve enfrentar ainda mais dificuldades nos próximos 6 a 12 meses, devido a “críticas sofridas por membros de partidos xiitas, figuras religiosas como o aiatolá Ali al Sistani, e facções sunitas e curdas”.
De acordo com os analistas, a violência no país continua “alta” e os diferentes grupos sectários permanecem “sem reconciliação”, enquanto a rede Al-Qaeda no Iraque continua sendo capaz de realizar ataques de grande proporção, apesar dos esforços do governo.
O relatório pode dar força ao argumento defendido pelo governo de Bush, que alega que as forças de coalizão precisam permanecer no Iraque para evitar um vácuo na segurança.