O turismo sexual geralmente envolve mulheres que não ficam nas ruas à espera de clientes. Elas anunciam seus serviços, normalmente com fotos, em catálogo conhecido por ‘book’, que são deixados em alguns hotéis e motéis. Com as imagens em mãos, o cliente escolhe qual mulher vai chamar para fazer o programa sexual. É a assim que funciona o comércio do sexo nas grandes e médias cidades. Em Bauru, não é diferente.
“Não são todos, mas alguns hotéis têm. Vai da postura de cada hoteleiro em admitir ou não (essa prática)”, afirma a presidente do Bauru Convention Bureau, Michele Obeid.
Ela diz que a rede hoteleira participa de um projeto do governo federal de combate ao turismo sexual infantil, mas quando trata-se de adultos, a prática é mais difícil de ser evitada. “De vez em quando, abordamos o tema em reuniões. Mas não tem como impedir a pessoa de entrar (no hotel). O que podemos fazer é orientar”, afirma.
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Polícia
Representantes das polícias Civil e Militar de Bauru participaram do fórum ontem na OAB e se comprometeram a ajudar a coibir o tráfico humano. “Os investigadores e setor de inteligência estarão sempre alerta para evitar que o crime aconteça”, afirmou o delegado Dinair José da Silva, do 3.º Distrito Policial. “Sempre quando é registrado um caso de desaparecimento de pessoas, a polícia investiga todas as hipótese, entre elas o seqüestro ou até mesmo o tráfico, principalmente se a vítima for criança ou mulher”, ressalta.
O major Augusto Francisco Cação, do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), sugeriu que seja criado um disque-denúncia para casos de tráfico humano, entre outras idéias. “O tema precisa ser mais discutido em palestras nas escolas. Seria interessante, também, a criação de um comitê regional para coibir o crime”, diz.