Em atenção à missiva do senhor Fátimo Alberto da Silva, publicada neste digno meio de comunicação em sua Tribuna do Leitor de 28 de agosto pp, o Comando do Quarto Batalhão de Polícia Militar do Interior gostaria de esclarecer os fatos, que foram averiguados por um Oficial destacado pelo Comandante do Batalhão para entender melhor as informações prestadas pelo leitor. Em relação ao fato de um adolescente ser agredido ao sair da escola, esse foi um evento completamente atípico, pois é raro o acontecimento de ações como essa na referida escola, sendo que a própria direção do estabelecimento de ensino confirmou essa informação. Também não são costumeiros os registros desse tipo de ocorrência pela Polícia Militar na região apontada pelo leitor.
Em Bauru, como em todas as grandes cidades paulistas, existem vários Programas de Policiamento desenvolvidos pela Polícia Militar para a realização do policiamento ostensivo preventivo e o atendimento de ocorrências. Dentre eles, há o Programa de Policiamento Escolar, onde viaturas específicas da Ronda Escolar visitam diariamente as escolas da cidade, cada uma em seu setor, para garantir a segurança de alunos, pais e funcionários das escolas. Ocorre que, naquele dia (20/8), a viatura da Ronda Escolar daquele setor estava na oficina mecânica efetuando reparos. Por isso, excepcionalmente, a viatura da Polícia Militar deixou de rondar a escola naquela data, fato que não ocorreu nos dias anteriores quando a viatura operava normalmente, conforme se pode verificar no livro de ronda da escola (onde são lançados os registros da ronda policial militar).
O espaço de tempo entre a chamada via 190 e a chegada da viatura ocorreu porque houve a necessidade de a PM ter de deslocar outra viatura, que por sua vez estava empenhada numa operação de bloqueio preventivo e identificação de pessoas em atitude suspeita em outro local. Tanto é que quando a srª Sônia, diretora interina da escola, telefonou para o 190, prontamente foi informada de que uma viatura já estava em deslocamento para o atendimento daquela ocorrência.
Toda ligação atendida no sistema 190 fica registrada, e constam nos registros a primeira ligação do senhor Claudemir, pai de aluno, dizendo haver uma desinteligência entre alunos e só depois aparecem as ligações do senhor Fátimo. Todas as ligações são atendidas por profissionais capacitados, que procuram registrar dados importantes para a correta e completa transmissão de informações à patrulha policial que atenderá a ocorrência, para um rápido e seguro deslocamento, e ainda para a segurança do solicitante, da vítima e dos próprios policiais militares. Vale lembrar que muitas pessoas sem consciência da importância da linha 190 para a comunidade utilizam-na para praticar trotes (aproximadamente 500 por dia) ofensivos à Polícia Militar, razão pela qual, em muitos casos, o atendente prefere desligar à revidar as ofensas, até mesmo para liberação da linha para quem realmente precisa do serviço de emergência.
Em relação à distribuição de viaturas entre as Bases Comunitárias de Segurança, informamos que são dispostas entre os bairros obedecendo a critérios técnicos baseados em estatísticas, indicadores criminais e dados populacionais, rotineiramente fiscalizados pelos órgãos superiores ao Batalhão de Bauru, que se enquadra perfeitamente nos padrões e normas legais da Instituição. O leitor pode ter tido uma impressão diferente, pois as viaturas baseadas em bases da periferia costumam ser empregadas em diversas ações sociais (como condução de cidadãos ao Pronto Socorro, parturientes, e outros, além de atenderem um número maior de ocorrências), onerando assim o aparato policial militar em alguns momentos de crise, fato que se apresenta diminuído em áreas nobres da cidade, dando a falsa impressão de possuírem um número maior de viaturas do que outras bases. Ainda a região da Base Sul é dotada de um número menor de escolas públicas do que a Base Norte, que para tanto possui mais viaturas de Ronda Escolar do que aquela.
Dessa forma, agradecemos a participação do senhor Fátimo, pois os cidadãos devem ser os olhos e os ouvidos da Polícia, que infelizmente não é onipresente. Os fatos apontados pelo leitor estão sendo analisados com todo o rigor, e mudanças serão levadas a efeito, caso seja necessário. Estamos sempre dispostos e abertos ao diálogo, para críticas e sugestões, que nos permitem enxergar novas oportunidades de melhoria e assim aperfeiçoar nossos processos de prestação de serviços à comunidade, que é nossa razão de existir.
O 4° Batalhão de Polícia Militar do Interior está à disposição para receber, inclusive pessoalmente, qualquer cidadão que queria se manifestar ou conhecer nossos critérios e processos de policiamento. A sede fica na Avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 3-1094 Jardim Colonial - Bauru.
José Humberto Nardo - Tenente Coronel PM Comandante - 4º BPM/I - Bauru