08 de julho de 2026
Geral

Acerte os ponteiros

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 1 min

Num tempo sem serviço de hora certa e celulares com fusos-horário, quem ditava o andar dos ponteiros era a sereia do “Diário da Noroeste”. Todos os dias, exceto domingos, feriados e quando falhasse a energia, às 12h soava o apito e os ponteiros batiam juntos sobre o “12” no marcador.

E falando em apitos... Em 1936, o “Correio da Noroeste” adotou a sirene como reguladora. Dois toques seguidos anunciavam a hora de abrir ou fechar o comércio, sempre às 8h e às 18h. Anos antes, durante a Revolução de 1932, o toque da sirene servia para anunciar as notícias. Para a frente do jornal corriam os curiosos a ler as últimas notícias afixadas em um mural.

O silêncio da sirene só se fez durante a Segunda Guerra Mundial. Seu apito ficara restrito a um aviso de “perigo iminente”. Após o final da guerra, volta a sirene a anunciar as notícias de última hora, quando silenciou definitivamente em 1967.