08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Elogio às desventuras


| Tempo de leitura: 2 min

Em 2003, Lula inaugurou uma fábrica de sucos no Pará, a Nova Amafrutas. Naquele dia, elogiou seu idealizador, Jorge Lorenzetti, aquele que virou o chefe do “bando de aloprados” na compra do dossiê contra o PSDB, usando de alguns milhões de reais e dólares (até hoje sem explicação da origem) durante a campanha de 2006. Um ano depois da aventura financeira elogiada pelo presidente, Lorenzetti fechou a fábrica, deixando como legado a dívida de R$ 30 milhões no Banco da Amazônia.

Como o banco é uma sociedade de economia mista, é o erário que responde por grande parte de seu capital, ou seja, dinheiro público, moeda fácil nos dias de hoje para qualquer golpista com laços em Brasília. Com sua “experiência” e um currículo de dar inveja a qualquer mensaleiro, Jorge foi trabalhar com Lula, especialmente na condição de churrasqueiro presidencial nas horas vagas, afinal, festejos e comilanças é o que não faltam no “Fome Zero Palaciano”.

Mas seriam estas as “atividades lucrativas” que dariam ao governo Lula tanto empenho para reabrir a Sudam e a Sudene, fechadas no governo FHC por terem se transformado num ralo de corrupção inexpugnável? Até quando nós, da classe média, que fazemos parte da elite intelectual que o governo Lula tanto teme, teremos que aceitar as desventuras alopradas de um subgoverno, que sobrevive do golpismo com os Bolsas Esmolas para iludir uma população insipiente, carente e ignorante?

Quanto à Amafrutas, depois de permanecer fechada sem que qualquer empresário se dispusesse a assumir o fracasso, acabou sendo invadida pelo MST em julho deste ano, saqueada à luz do dia e destruída ao final (o mesmo MST que recebe recursos e apoio do Governo Federal). Agora, nem o patrimônio material responde pelas dívidas. De toda falácia, só sobrou Lorenzetti num carguinho no governo e o fausto elogio do Lula. Aliás, isso sempre sobra.

Ivan Garcia Goffi