Buenos Aires - A construtora brasileira Odebrecht negou ontem que tenha havido superfaturamento no contrato que assinou com o governo da Argentina para ampliar dois gasodutos no país até 2008.
A informação sobre a suposta irregularidade constava de uma carta do ex-presidente do Enargas (Ente Nacional Regulador de Gás) Fulvio Madaro revelada ontem pelo semanário argentino “Perfil”. Na carta, endereçada ao secretário de Energia Daniel Cameron, Madaro diz ter havido um superfaturamento de US$ 486 milhões no contrato com a Odebrecht, assinado no fim do ano passado.
A construtora brasileira, porém, valeu-se de cartas enviadas pelo próprio Madaro às transportadoras de gás Cammesa e Albanesi - que venceram o leilão para a realização das obras de expansão do gasoduto apresentando a Odebrecht como construtora - para demonstrar que não há superfaturamento na obra.
A Odebrecht afirmou “estar tranqüila” de que essa revisão chegará à mesma conclusão expressada na carta de Madaro à Albanesi e à Cammesa: a de que as obras estão com o preço correto. Ressaltou ainda que, apesar da revisão, o governo argentino em nenhum momento determinou que as obras de ampliação fossem interrompidas.