10 de julho de 2026
Nacional

Lacerda quer que Agência Brasileira de Inteligência possa fazer escutas

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, disse ontem ser favorável que o órgão possa fazer, em casos excepcionais, escutas telefônicas. Os casos “especialíssimos”, segundo ele, seriam casos de suspeita de terrorismo e sabotagem. “Em casos especialíssimos, com extremo rigor, penso que esse tipo de instrumento deve ser permitido à Abin”, disse Lacerda.

Hoje a agência não tem autorização para fazer grampo. Lacerda disse que pretende levar essa discussão para o Congresso Nacional que teria que aprovar uma lei autorizando a agência a fazer grampos nestes casos. Lacerda disse que fez ouviu do presidente a disposição de “dar uma nova cara” para o órgão. “O presidente prometeu que dará todo apoio, com estrutura, equipamento, plano de carreira para os servidores da agência, (uma reivindicação antiga)”, afirmou Lacerda, em referência à reunião que teve com Lula na quarta-feira da semana passada.

Lacerda pretende fazer a Abin trabalhar em sintonia com a Inteligência da PF. Na semana passada, em discurso de despedida, o então diretor-geral da Abin, Márcio Buzzaneli, disse aos servidores do órgão que soube “pelo jornal” que seria substituído no cargo pelo até então diretor da PF.

Polícia Federal

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que a Polícia Federal (PF) continuará realizando megaoperações de combate à corrupção e ao crime organizado, de forma isenta e sem se submeter a qualquer tipo de pressão política. Mas destacou que, daqui por diante, com o cuidado de evitar a exposição de pessoas presas. “O que vai ocorrer é a continuidade das ações de combate ao crime organizado, mas, a partir da avaliação de conjunto, tendo mais cuidado com exposição de pessoas.”

Ele deu a declaração logo depois de empossar o delegado Luiz Fernando Corrêa, como novo diretor-geral da PF, em substituição ao delegado Paulo Lacerda, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A solenidade de posse lotou o auditório da PF, com capacidade para mais de 1.000 pessoas.