08 de julho de 2026
Nacional

Gisele Bündchen demonstra tédio com evento

Por Débora Bergamasco | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

“Oh, my God”, diz a entediada Gisele Bündchen, enquanto sorri e faz o surrado sinal de “paz e amor” para uma centena de fotógrafos. A, talvez, brasileira mais famosa do mundo esteve anteontem em São Paulo, na Daslu - templo da moda, de alguns escândalos fiscais e intrigas com a grife Armani. Ela veio lançar uma nova campanha de xampu.

Gisele é protegida por uma verdadeira “tropa de choque chique”, blindada por dezenas de seguranças e sob avisos insistentes da promoter Jaqueline Nogueira. “Cada veículo tem direito a apenas uma pergunta que não pode ser relativa à vida pessoal. Portanto, se alguém fizer alguma pergunta da vida pessoal, automaticamente estará desperdiçando sua pergunta. Jornalistas, por favor, formem uma fila no púlpito (bancada com microfone). Repetindo... não será permitida nenhuma pergunta da vida pessoal...”

Gisele não passa pelo desconforto do empurra-empurra de fãs e imprensa. Ela permanece por volta de 20 minutos em um palco a cerca de quatro metros do público. Responde a meia dúzia de perguntas, faz muitas caras, bocas, poses e então vai embora. Se por um lado é inegavelmente linda, por outro, parece não fazer questão de usar a criatividade e insiste no gesto “paz e amor” (ou “V da vitória”, dependendo do contexto), quase sempre de boquinha aberta ou fazendo careta. Em seguida vem o entediado “Oh, my God”.

Gente como a gente, Gisele diz, lembrando-se do compromisso profissional: “Esta cabeleira já passou por tudo. Antes de usar este xampu, eu acordava parecendo um espantalho”, provocando um coro de espectadores incrédulos.

Poucos tiveram a chance de fazer perguntas a Gisele. A reportagem seguiu o protocolo, entrou na “fila para o púlpito” e obteve resposta protocolar.

Pergunta - Todos conhecem os sucessos de sua carreira. Mas qual foi o maior erro profissional que já cometeu? Ou você nunca cometeu erros em sua carreira?

Gisele Bündchen - Não chamaria de erro. Acho que, às vezes, a gente faz coisas mais conscientemente e outras menos conscientemente. As que fiz menos conscientemente me serviram como aprendizado. Não me arrependo de nada do que fiz. Então, estou beleza. Entendeu? Então beleza.