10 de julho de 2026
Nacional

Procuradoria oferece ação contra João Paulo

Folhapress
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Brasília - O Ministério Público Federal no Distrito Federal incluiu o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) em mais uma ação por improbidade administrativa apresentada contra réus no processo do mensalão.

Além dos três crimes pelos quais João Paulo já responde no Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente da Câmara é acusado de enriquecimento ilícito e atentado aos princípios da administração pública. O crime de improbidade não dá direito a foro privilegiado ao deputado, e um eventual julgamento ocorrerá na Justiça comum.

Entre as punições previstas estão a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, além de ressarcimento dos bens obtidos de forma ilícita. A ação por improbidade administrativa se baseia nas mesmas investigações que deram origem à denúncia do mensalão.

Segundo informações prestadas pelo publicitário Marcos Valério, apontado como operador do esquema, João Paulo recebeu R$ 50 mil por meio de saque em agência do Banco Rural feito pela mulher do deputado em setembro de 2003. O dinheiro, segundo as investigações, foi um pagamento pelo tratamento privilegiado dado à SMP&B, uma das empresas de Marcos Valério, na contratação de agência de publicidade pela Câmara dos Deputados.