10 de julho de 2026
Polícia

Para policial da escolta, colisão pareceu tentativa de resgate

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Após a segunda colisão do veículo dirigido por Evandro Boso Romanholi com a Blazer da PM que fazia a escolta das duas vans da Fundação Casa (antiga Febem), o cabo José Aparecido Bardela passou a acreditar que se tratava de uma tentativa de resgate dos internos. Bardela e o soldado Cristiano Fernandes foram os primeiros policiais a avistarem o motorista do Celta que, pouco tempo depois, causaria a morte de dois policiais na tarde de ontem.

No quilômetro 333 da Rondon, próximo ao Alameda Quality Center, Bardela conta que o Celta prata surgiu do lado direito e colidiu com a viatura, reduzindo a velocidade logo em seguida.

“Ele (motorista do Celta) bateu a primeira vez e achamos que ele tivesse dormido no volante porque ele foi um pouco para trás. Mas logo em seguida, ele veio de novo, com tudo, e bateu com muita força. Aí achamos que a intenção era resgatar os internos”, revela. Em seguida, Evandro acelerou o veículo e fugiu.

Como a instrução que os policiais recebem é de não abandonar a escolta em caso de um acidente como este, Badela anotou a placa do Celta e acionou o Copom. “Não abandonamos a escolta porque, quando se trata de resgate de presos, geralmente um veículo bate na viatura e foge, para que a escolta vá atrás dele. Enquanto isso, outro carro que vem atrás faz o resgate”, explica.

Segundo Bardela, mesmo depois de as viaturas de reforço serem acionadas, Evandro ainda conseguiu escapar de uma delas, que o aguardava no trevo da Vila Santa Luzia.

“Logo depois, a viatura que estava no trevo do Núcleo Gasparini foi atrás dele, dando sinal para que ele parasse, mas ele não parou”, lembra Bardela.