Policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) prenderam no início da tarde de ontem dois paraguaios que transportavam cocaína no estômago. Cada um levava cerca de 1 quilo da droga embalada em cápsulas. O possível receptador da droga também foi detido.
Pablo Lugo Dominguez, 20 anos, e Alcides Gimenez Barreto, 25 anos, foram presos em uma operação iniciada com base em informações da inteligência da Polícia Civil, segundo Rejani Borro Ortiz Tiritan, titular da Dise.
Assim que chegaram a Bauru vindos de Foz do Iguaçu, no Paraná, os homens começaram a ser seguidos por policiais disfarçados que já faziam diligência na região da rodoviária. Na quadra 7 da rua Anhangüera, no Centro da cidade, os dois se encontraram com André Luis Leme de Almeida Prado, 23 anos, que estava em um Monza com placas de Jaú. No momento em que os dois iriam entrar no carro, provavelmente para deixar a cidade, foram abordados pela polícia.
Sem encontrar sinais de drogas na bagagem dos paraguaios e no veículo, a suspeita da polícia se voltou para a possibilidade da dupla estar transportando o entorpecente no próprio corpo, o que se confirmou depois que os dois foram radiografados no Hospital de Base (HB). Os dois paraguaios e Prado foram presos em flagrante por tráfico de drogas. No caso dos estrangeiros, há o agravante do crime ter sido cometido em dois Estados.
De acordo com a delegada da Dise, Domiguez levava 97 cápsulas no estômago. Seu companheiro, que permanecia internado no HB na noite de ontem, estaria carregando a mesma quantidade de entorpecente. Com os paraguaios também foram apreendidos dois celulares, R$ 228,00 e 5 mil guaranis.
Conhecidos na região de fronteira como “barrigueiros”, os homens que vivem de transportar drogas no estômago colocam a vida seriamente em risco. Caso apenas uma das cápsulas se rompa, a rápida absorção da droga pelo organismo pode levá-los a uma overdose fatal em minutos.
Os homens ainda seriam ouvidos na noite de ontem antes de serem enviados para a Cadeia Pública de Avaí. Pelo crime de tráfico de entorpecentes, cada um pode ser condenado a até 15 anos de prisão.