São Paulo - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve publicar hoje, no Diário Oficial da União, uma portaria para estabelecer que as empresas aéreas só poderão usar o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Congonhas, para vôos regulares com percurso de até 1.000 quilômetros.
De acordo com a assessoria de imprensa da agência, essa portaria vai alterar uma decisão anterior da Anac, de julho, que tinha estabelecido a restrição por tempo, ou seja, vôos com até 120 minutos.
A mudança na regra era uma reivindicação das companhias aéreas e foi definida na reunião de diretoria da agência, realizada anteontem. A alteração atende em parte às companhias, que reivindicavam permissão para vôos regulares com percurso de até 1,5 mil quilômetros - 500 a mais do estabelecido agora pela Anac.
O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) resolveu mudar as regras de utilização do Aeroporto de Congonhas depois do acidente com o avião da TAM, no dia 17 de julho. Três dias depois, o conselho determinou que a Anac redistribuísse, em 60 dias (até 20 de setembro), os vôos que fazem escala em Congonhas.
Também foi estabelecida, para esse mesmo prazo, a suspensão dos vôos fretados. Em 2006, o aeroporto recebeu 18,8 milhões de passageiros, apesar de ter capacidade para 12 milhões, segundo o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Comando da Aeronáutica.
Os 6,8 milhões de passageiros a mais no ano passado representaram uma sobrecarga de mais de 50%. As companhias aéreas argumentam que a redução no fluxo em Congonhas pode levar prejuízos para o setor. Após tomar posse, em agosto, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu levar em consideração as reivindicações das empresas, mas ressaltou que a segurança no tráfego aéreo será prioridade no processo de reestruturação.
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Sobrevivente recebe alta
São Paulo - O último dos sobreviventes do acidente com o Airbus da TAM, no dia 17 de julho, recebeu alta do Hospital Santa Bárbara, em Cerqueira César (região oeste de São Paulo). Valdiney Nascimento Muricy, 33 anos, trabalhava no galpão da TAM Express - prédio que foi atingido pelo avião. Dos 19 funcionários do prédio socorridos, dois morreram em hospitais.
Muricy está internado desde a noite do acidente. Ele pulou do prédio no momento em que o avião caiu no galpão. O acidente deixou 199 mortos, entre passageiros do avião, funcionários do galpão e ao menos uma pessoa que estava no posto de gasolina ao lado do prédio. O funcionário da TAM Express sofreu fraturas no fêmur, cotovelo e em um dos ombros, de acordo com o hospital. Ele passou por três cirurgias.
De acordo com assessoria do Santa Bárbara, Muricy deixará o hospital assim que o serviço de “home care” - atendimento domiciliar do paciente- no hotel onde ele ficará estiver pronto. Cinco funcionários do galpão e três colaboradores da TAM estão entre os mortos no acidente - além dos dois que morreram após serem socorridos.