Marília - A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília (100 quilômetros de Bauru) aguarda a alta médica do funcionário do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), Aílton Belizário de Almeida, 55 anos, para interrogá-lo. Ele está sendo acusado pelos crimes de seqüestro e cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo.
Durante cerca de três horas e meia, na última segunda-feira, Almeida fez reféns seis colegas de trabalho do DER de Marília.
De acordo com o delegado titular de polícia da DIG de Marília, Ricardo Martinez, Almeida será interrogado quando tiver alta hospitalar. No entanto, segundo ele, é praticamente certo que ele seja indiciado pelos crimes de seqüestro e cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo e que seja encaminhado para a cadeia ao deixar o Hospital das Clínicas (HC).
Segundo Martinez, se condenado, Almeida poderá cumprir pena mínima de três anos de prisão e máxima de sete. A lei prevê para o crime de seqüestro e cárcere privado de um a três anos de prisão. Já para o ilícito de porte ilegal de arma de fogo, a pena varia de dois a quatro anos de detenção.
Segundo o delegado Martinez, caso seja comprovado pelos médicos que o acusado tenha algum distúrbio mental, isso não influencia no indiciamento dele. O problema, porém, deve ser levado em conta na esfera Judicial, quando for determinada a pena.