Depois de mobilizações da imprensa, da população e da pressão exercida sobre o presidente do senado Renan Calheiros, ele foi absolvido da cassação de mandato.
A pequena fresta por onde ele conseguiu escapar foi significativa e serviu para mostrar a todos os brasileiros a importância da escolha de um representante no governo.
As esperanças de punição nas próximas acusações em que ele está envolvido estão se esgotando. A população, depois de tomar conhecimento de várias denúncias envolvendo Renan, está chocada com a decisão dos parlamentares e agora observa o andamento das próximas investigações. As preliminares já foram apresentadas, portanto não se deve esperar medidas radicais dos políticos. O jogo de interesses partidários e individuais é grande, tanto no congresso quanto no senado.
Esta é a realidade da política brasileira: a coisa esquenta, mas não queima. O acusado sempre escapa e a platéia acompanha de mão atadas, impossibilitada de mudar a situação.
Em 2010, os brasileiros vão novamente às urnas escolher seus representantes, os que vão estar lá, decidindo o futuro de políticos corruptos ou envolvidos em escândalos. Foi visto que o voto de um paralamentar faz a diferença. O voto de um cidadão também a faz.
É preciso tapar a fresta por onde escapam os que devem. Consciência diante das urnas é o concreto por onde a impunidade política não pode passar.
É hora de se mexer. O ano que vem já dá a oportunidade de começar a mudança. Afinal, a decisão que acontece em nossa cidade, na câmara dos vereadores, nos afeta da mesma forma do que as que ocorrem em Brasília.
Aelton Aquino - estudante de jornalismo da Unesp