10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Funcionários dos Correios decidem em assembléia não aderir à greve em Bauru

Por Luiz Galano | Colaborou Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários dos Correios de Bauru decidiram ontem, durante assembléia, não paralisar os trabalhos e realizar nova discussão amanhã, às 17h. A categoria está em campanha salarial e, durante a reunião de ontem, rechaçou a proposta da empresa, que ofereceu aumento de pouco mais de 3%, abono de R$ 400,00, além de acréscimo nos vales.

Numa mobilização de caráter nacional, os funcionários dos Correios pleiteam reajuste de 47,77% nos salários, além de R$ 200,00 de aumento linear nos proventos de todos os empregados do órgão. O sindicato da categoria alega que esses aumentos têm como objetivo equacionar as perdas acumuladas desde o início do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Ontem, 200 funcionários de Bauru participaram da assembléia para votar a proposta dos Correios. Os empregados recusaram a proposta da empresa. Na contraproposta, além dos acréscimos oferecidos pelos Correios, os funcionários pedem abono de R$ 800,00.

Anteontem, os Correios fizeram uma contraproposta aos funcionários: aumento de 3,74% para repor a inflação, mais abono de R$ 400,00, pagos parceladamente em agosto deste ano e janeiro de 2008, aumento do vale-refeição de R$ 15,00 para R$ 17,00 e do vale-alimentação de R$ 90,00 para R$ 100,00.

Em Brasília, líderes da categoria rechaçaram as ofertas da empresa, o que provocou a convocação de assembléias com funcionários de todo o Brasil para discutir a greve. Cada cidade tem autonomia para decidir a adesão ou não à paralisação.

800 trabalhadores

Em Bauru, os Correios contam com cerca de 800 funcionários divididos em diversos setores. Durante toda a manhã de ontem, esses trabalhadores foram abordados por membros do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Bauru, que visitaram todas as unidades do órgão na cidade com carro de som para alertar sobre a importância da participação na assembléia.

Mesmo antes da reunião, o vice-presidente do sindicato, Luiz Alberto Bataiola, acreditava que a possibilidade de greve em Bauru era pequena. “Temos bom senso e sabemos que é difícil conseguirmos recuperar todas as perdas de uma vez. A proposta oficial está longe do que queríamos”, afirma. “Nossa primeira opção, sempre, é resolver as questões na base da negociação. Não queremos fazer greve. Temos conhecimento da função social que exercemos e não temos a intenção de prejudicar a população”, completa.

Bataiola citou outros dois pontos importantes para os funcionários dos Correios. “A situação dos trabalhadores dos Correios em todo o País não é satisfatória. Temos um déficit comprovado de 25 mil funcionários. Outra luta é para que os carteiros passem a trabalhar pela manhã, ao invés da tarde, para evitar exposição ao sol mais prejudicial à saúde”.