A Justiça do Trabalho de Bauru vai leiloar, no próximo dia 27, mais de 250 itens entre imóveis, automóveis e eletroeletrônicos referentes a processos que tramitaram pela 2ª, 3ª e 4ª Varas do Trabalho. Entre os móveis e imóveis que serão vendidos, está até um posto de combustível localizado num terreno de 1.350m2, com lanchonete, ponto de troca de óleo, sanitários, escritório e outros setores. Localizado na zona sul da cidade, é o lote mais caro do leilão, avaliado em R$ 679,5 mil. O lote mais barato é um macaco hidráulico de R$ 130,00.
Os terrenos que vão a leilão estão avaliados entre R$ 6 mil e R$ 26 mil. Já os automóveis, de R$ 8 mil a R$ 12 mil; caminhões, de R$ 28 mil a R$ 43 mil. Há uma grande variedade de eletroeletrônicos, como impressoras, microcomputadores e notebooks, entre outros equipamentos. “Os bens mais disputados são imóveis, veículos e aparelhos eletrônicos, que oferecem um valor bastante atrativo”, destaca Joice Ribeiro, supervisora administrativa da Leilões Judiciais Serrano, que fará o pregão.
“Neste leilão, o leiloeiro fará a primeira oferta pelo valor de avaliação. Não havendo lances, ele oferecerá então o lance mínimo, correspondente a 60% do valor inicial. Ou seja, o comprador poderá arrematar bens por preços muitos baixos”, avalia.
Todos os lotes são bens penhorados, oriundos de ações trabalhistas com julgamentos definitivos. “O comprador nunca vai perder o bem que ele arrematar. E, se ocorrer qualquer problema, o dinheiro será devolvido pelo juiz, corrigido com base nos juros de caderneta de poupança”, ressalta Ribeiro.
O leilão judicial é aberto ao público e não há necessidade de cadastro prévio. Para participar, basta apresentar RG e CPF (pessoa física) ou os documentos da empresa (pessoa jurídica). O pagamento dos bens arrematados é feito somente à vista, sendo que 20% do valor e 5% de comissão ao leiloeiro são pagos no ato. O restante do pagamento deve ser feito em 24 horas. Em 30 dias, o bem arrematado é transferido para o comprador.
• Serviço
O leilão será no prédio da Justiça do Trabalho, na quadra 3 da rua Antônio Cintra Júnior, a partir das 12h do próximo dia 27. Mais informações no site www.leiloes judiciais.com.br
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Negócio viável
Leilão de imóveis é um bom negócio, desde que sejam tomadas as devidas precauções pelo arrematador. É o que avalia a delegada do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) de Bauru, Wânia Pôrto. De acordo com ela, a compra é mais vantajosa para os interessados porque, em geral, o preço estipulado sempre fica abaixo da média pedida no mercado.
“Tem muita gente que espera o leilão dos bancos, como da Caixa Econômica Federal (CEF), para comprar por R$ 50 mil uma casa que vale R$ 100 mil. A pessoa assume as dívidas, dá uma ajeitada no imóvel e vende por R$ 120 mil. É um excelente negócio”, explica.
Entretanto, Pôrto orienta muita cautela antes de participar de um leilão. Ela diz que é extremamente necessário conhecer a situação fiscal do imóvel antes de arrematá-lo . “Oriento a contratação de um advogado especialista, para que ele possa fazer um levantamento técnico do histórico do imóvel. Dessa forma, não se corre o risco de ter surpresas com contas e impostos a pagar”, completa.