08 de julho de 2026
Nacional

PF prende 51 suspeitos de tráfico

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu ontem 51 pessoas suspeitas de ligação com uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que agia no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Ceará, na chamada operação Colméia. A quadrilha também é investigada por organizar brigas de galo, crime previsto pela lei ambiental.

Com 52 mandados de prisão e 42 de busca, a PF realizou a maioria das prisões no Rio Grande do Sul nas cidades de Viamão, Porto Alegre, Gravataí, Venâncio Aires, Glorinha, Pirapó, São Luís Gonzaga, Uruguaiana e Caxias do Sul. Cerca de 300 policiais participaram da ação nos três Estados. Somente em Viamão, foram apreendidos aproximadamente 300 quilos de cocaína. A droga estava enterrada no sítio de um dos traficantes.

Também foram apreendidos ao menos 40 veículos, R$ 200 mil em dinheiro, armas e produtos para refinar a cocaína.

De acordo com a PF, as investigações começaram em março deste ano, após o desfecho da Operação Savana e a prisão de traficantes. Durante esse período, várias cargas foram interceptadas, totalizando cerca de 100 quilos de cocaína apreendidas - com alto teor de pureza -, além de produtos para o refino. Nas apreensões, 14 pessoas foram presas em flagrante.

A quadrilha atuava nos três Estados com ênfase na importação, refino, compra, venda, entrega e distribuição de cocaína, principalmente para traficantes menores. A PF estima que a organização comercializava 500 quilos de cocaína por mês. A droga é oriunda da Bolívia, segundo a PF, e entrava no Brasil pela Argentina e era distribuída no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no Uruguai.

Entre os detidos ontem está o empresário Ademar Fracalossi, proprietário da Sapiranga Centro de Eventos. Segundo investigações da PF, ele adquiriu a empresa para a lavagem do dinheiro das drogas. A noiva do empresário, Francielle Lusa, também foi presa por suspeita de participar das atividades da quadrilha.

Ele contratava grandes artistas para shows na região. Esses eventos, segundo a PF, davam prejuízos, mas na contabilidade da empresa apresentam lucros.

Fracalossi é apontado pela PF como líder da quadrilha e foi preso em Porto Alegre. O nome da operação foi escolhido em referência à cidade de Meleiro (SC), onde o suspeito de liderar o bando mantém os negócios de fachada. A reportagem não conseguiu confirmar por telefone se os suspeitos presos têm advogados.