São Paulo - Uma mulher de 22 anos que foi baleada quando o posto de gasolina em que ela trabalhava foi roubado, em Curitiba (PR), em maio passado, foi indiciada pela Polícia Civil ontem. Ela é suspeita de participar do crime. Na ocasião, Patrícia Cabral da Silva estava grávida e foi baleada na barriga. Os ladrões levaram R$ 60 mil.
De acordo com a Polícia Civil, grampos telefônicos feitos após o roubo flagraram a moça conversando com um dos supostos assaltantes. Para o delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Rubens Recalcatti, Patrícia participou do crime e pediu para levar um tiro na barriga - ela queria pedir indenização ao posto de gasolina. Patrícia nega que a voz na gravação seja sua.
Na gravação, que ainda será submetida a exames periciais, uma mulher que seria Patrícia aparece conversando com um homem que seria Luiz Carlos Cândido, suspeito de participar do roubo. Na conversa, a mulher afirma que pretende pedir uma indenização de R$ 150 mil. O laudo da perícia com os resultados sobre os exames das vozes pode demorar 15 dias.
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Gravação
Homem: Mas o que tá mais repercutindo foi praticamente o tiro que tu pediu pra eu dar em você, cara.
Mulher: Sim, eu sei.
Homem: E a indenização, e a indenização? Vai ganhar alguma coisa?
Mulher: Cento e cinqüenta mil reais, eu vou pedir.
Homem: Cê vai pedir R$ 150 mil de indenização?
Mulher: Ahã. Mais ou menos. O advogado quer pedir mais ou menos isso.