Ramadi - Um atentado matou ontem o xeque Abdul Sattar Abu Risha, figura proeminente na revolta apoiada pelos EUA de líderes tribais contra a rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, segundos forças de segurança dos EUA e do Iraque.
Risha e dois de seus guarda-costas foram mortos por uma bomba colocada perto da casa do líder tribal em Ramadi, capital da Província de Anbar, segundo o coronel Tareq Youssef, supervisor de polícia da região.
O xeque era líder do Conselho de Salvação de Anbar, uma aliança de clãs que apóia o governo do Iraque e as forças americanas.
Risha levava sua luta contra a rede terrorista de maneira pessoal, motivado, em parte, pelo fato de membros da Al-Qaeda terem assinado muitos familiares próximos. O xeque era conhecido por ser uma personalidade carismática.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, mas a suspeita recai na Al-Qaeda no Iraque, segundo militares americanos. Não está claro como a morte de Risha pode afetar os esforços dos EUA para organizar a rede de sunitas contra o terror. Durante a visita surpresa de Bush neste mês à base aérea de Al Asad, Bush falou da coragem de Risha e outros em lutar contra a organização liderada por bin Laden.
Risha já havia sido ameaçado diversas vezes pela Al Qaeda, mas ultimamente andava com menos guarda-costas devido à melhora na segurança na região.
Logo após a morte do líder, sites islâmicos radicais colocaram mensagens de comemoração e com ofensas ao xeque. Os habitantes de Ramadi se referiam ao líder como como “herói” nas ruas da cidade.