O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) revelou ontem, durante vistoria às obras do acesso ao Distrito Industrial 2 de Bauru, que participará na próxima semana - em data ainda a ser agendada -, juntamente com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Dênis Nogueira Lima, e o subsecretário da Casa Civil do governo estadual, Rubens Cury, de uma audiência na Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O objetivo da reunião será o de discutir a possibilidade da construção da avenida Nações Unidas Norte ser incluída na proposta de lotes de concessão que o governo estadual quer lançar visando a instalação de praças de pedágios para quem for explorar a rodovia Marechal Rondon (SP 300).
A idéia é fazer com que a obra pleiteada para efetuar o prolongamento da avenida Nações Unidas no sentido da Zona Norte de Bauru pegue “carona” e seja uma forma de compensação ao projeto de concessões do governo do Estado. A proposta, já anunciada pelo secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, é a de que a empresa que vencer a concorrência para operar na Rondon, em um trecho, seja obrigada a concluir a duplicação da rodovia Bauru-Marília, na extensão de Duartina a Marília.
Assim, a construção da Nações Norte ainda depende da possibilidade de sucesso da “carona”, que dependerá de entendimentos com a Camargo Correa, empreiteira envolvida, junto com o governo estadual, no verdadeiro “imbroglio” judicial que atualmente se transformou a obra da Nações Unidas Norte. No final de junho passado, o governador paulista Cláudio Lembro (DEM) chegou a autorizar despesa de até R$ 29 milhões para utilização na obra. A medida tornaria o projeto realidade se não viessem outros obstáculos de cunho jurídico-administrativo.
Após a autorização do governo estadual, era necessário formalizar a retomada do contrato. Mas uma posição firmada junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) levantou que, por se tratar de obra de contrato antigo, assinado ainda durante o governo de Luiz Antonio Fleury Filho, seria necessário realizar nova licitação. Desta forma, o contrato estaria anulado por medida de alguns anos atrás do Estado, que teria considerado a ação amigável.
Mas a empreiteira que venceu a licitação na época, a Camargo Correa, continua depositando as garantias anuais previstas (caução). Por isso, a empreiteira não considera o contrato nulo, mas ao contrário, efetivo. Entretanto, o governo estadual questiona a antiga licitação e tem interesse em abrir outro processo, intenção que a construtora não concorda, estabelecendo o impasse que já se arrasta na Justiça.
“Na semana que vem teremos uma audiência, provavelmente na quarta-feira ou quinta-feira, com o presidente da Artesp para vermos como iremos encaixar essa obra. A intenção é, se vai passar a Bauru-Marília para concessão, que a Nações Norte possa pegar carona nesse projeto”, contou Tobias. E acrescentou:
“Acho que precisa dar para a Camargo Correa. Não tem outra saída. Na Artesp a concorrência foi anulada amigavelmente, mas com a Camargo Correa não é amigável. O problema é esse, mas acredito que a empreiteira vai ajudar em tudo e não quero comprar briga com o Estado por isso e nem o Estado também quer prejudicar a empreiteira. Mas se não fosse esse rolo a obra já teria se iniciado.”
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Tobias tem seu preferido
Ele não abriu o jogo e nem deixou no ar por qual dos três pré-candidatos tucanos - Caio Coube, Marcelo Borges ou o coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges - recairia sua predileção para ser o representante do PSDB na disputa pelo Palácio das Cerejeiras em 2008. Mas ontem o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) revelou, pela primeira vez, já ter preferência por um dos “prefeitáveis” do partido.
“Lógico que tenho minha preferência e não sou de ficar em cima do muro. Tenho meu candidato e na hora certa, se precisar declarar, vou declarar. Mas hoje ainda é muito cedo”, frisou Tobias.
Apesar disso, o parlamentar diz ter expectativa de que haja acordo para a definição de um candidato único. “Espero que eles se acertem e saia um candidato único, mas se não ocorrer, a única saída será a prévia, pois nem eu nem ninguém pode proibir qualquer filiado de se candidatar. E, feito isso, vou ser soldado do candidato”, concluiu.