Venho a esta coluna falar de minha felicidade. Não pela absolvição do que se diz impoluto, mas por ver finalmente pessoas se manifestando de forma clara e objetiva contra os desmandos da política nacional. Sempre falei muito, mas nunca passei disto, pois uma só andorinha não faz verão. Mas vejo com alegria, nesta coluna algumas citações como:
“O mundo seria melhor se os homens de bem tivessem a ousadia dos canalhas”
“Soltem os presos!”
“Vamos ficar parados assistindo a esta baderna?”
Dentro do contexto ainda vemos um presidente se abstendo a falar da absolvição, embora alguns membros de seu partido tenham também praticado um ato de abstenção, mas claro que ele não sabia de nada. Vem um senador de um “novo” partido, que quer parar o Congresso se o “home” não desistir da presidência, a mim fica uma dúvida: quererá o nobre representante deste povo tão sofrido fazer justiça, ou ficar mais alguns dias em recesso, catando votos em seu domicílio eleitoral? Vá saber...
Só quero ver quando nossos políticos vão realmente se preocupar um pouco com o sofrimento do povo adotando medidas que melhorem efetivamente as condições de vida, acabando com paternalismos, os altos e inflacionados salários deles mesmos, nepotismos e outros “ismos” mais. A bem da verdade, esconde-se aí um perigo. Na década de 60, com uma democracia funcionando e alguns socialistas procurando se firmar no mundo político,aqueles que detinham o poder econômico da época apostaram em uma ditadura apoiando e financiando o pseudo golpe de 1964, onde havia quem dissesse que forças terríveis se levantavam contra ele, mas o povo com medo de novo período ditatorial não deu bolas, e as forças já ocultas “venceram”, instalando-se a Ditadura, ou como querem alguns, o Governo Militar.
O que nos restou? Pressão e coerção.
Nova luta e surge novamente a democracia, com um presidente que não toma posse, derrotando um outro cuja fama era ruim. Na seqüência aparece o salvador da Pátria em cima de colinas de arroz, prometendo resolver todos os problemas. Se elegeu, escondeu nossas economias, e terminou caçado por ser egoísta e não querer dividir. Aí surgiram os cara-pintadas que também elegeram alguns oportunistas que sumiram da mídia, mas devem permanecer nos bastidores do poder.
O que está acontecendo?
O que temos de fazer?
Sujar as mãos de sangue?
A bem da verdade, como está não pode ficar, mas e aí?
Francisco Agabatan Lira