09 de julho de 2026
Regional

Cosan quer investir em usina no Caribe

Por Folhapress | com Redação
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Barra Bonita - O diretor de Relações com Investidores do grupo Cosan, Paulo Diniz, reforçou que a empresa tem interesse em adquirir, ou arrendar, unidades de processamento de cana-de-açúcar no Caribe, visto como uma “porta de entrada” para o mercado de energia dos EUA.

“Os Estados Unidos têm duas portas de entrada: o Caribe e América Central. E está sendo analisada a compra ou o arrendamento de uma unidade no Caribe”, afirmou Diniz, durante teleconferência sobre os resultados trimestrais.

O executivo afirmou que a empresa quer se tornar uma “multinacional com DNA brasileiro” e que, por isso, quer dobrar sua capacidade de moagem de cana das atuais 40 milhões de toneladas para 80 milhões a 100 milhões de toneladas nos próximos anos. Diniz confirma a informação antecipada em junho deste ano pelo JC revelando a intenção do Grupo Cosan de se internacionalizar.

O grupo, que é o maior processador mundial de cana de açúcar, divulgou os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2008 na semana passada. A empresa teve lucro líquido de R$ 13,7 milhões entre maio e julho deste ano, alta 153% diante dos R$ 5,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Devido à natureza de seus negócios, especialmente no período da safra de cana-de-açúcar, o exercício social da Cosan tem início em 1 de maio e termina em 30 de abril do ano seguinte. Portanto a companhia considera esse trimestre (de maio a julho) como o primeiro de 2008.

Internacionalização

O Grupo Cosan, controlador na região de Bauru das usinas da Barra (Barra Bonita), Diamante (distrito de Potunduva, em Jaú) e Ipaussu, iniciou o processo de investimentos internacionais ao lançar ações na Bolsa de Valores de Nova York, no dia 15 de agosto deste ano. Para operar na bolsa nova-iorquina foi criada a Cosan Limited, empresa criada no paraíso fiscal de Bermudas. Conforme antecipou o JC em junho último, a operação em bolsa nos EUA pretende captar US$ 2 bilhões que serão utilizados em investimentos, inclusive no Brasil. Com a Cosan Limited, o grupo brasileiro se transforma em multinacional para investir em outros países.

Com o aporte financeiro vindo da negociação de ações em Nova York, o grupo projeta expandir seu horizontes de negócios no Brasil. Entre os investimentos destaca-se cerca de US$ 350 milhões a serem aplicados na geração de energia elétrica, a partir do bagaço da cana produzido nas usinas do Grupo.

Grande parte do capital - aproximadamente US$ 650 milhões - será empregado no primeiro projeto da Cosan fora de São Paulo. A empresa pretende produzir etanol em Goiás a partir de 2009, com previsão de moer 10 milhões de toneladas de cana e produção de 900 milhões de litros de álcool por ano.