Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar que tenho certeza que esta mensagem será “saboreada” apenas por uma minoria de pessoas que agem racionalmente e que a maioria dos “leitores” vai ler e “dar de ombros”, achando graça. Os mesmos “supostos eleitores” de pleitos anteriores e, com certeza, também de eleições futuras, que vão nos “presentear” com bandidos para os mandatos em todas as estâncias da vida pública.
Havia prometido para mim mesmo que não iria mais escrever para essa Tribuna, muito democrática, por sinal. Porém, não agüentei. Senti coceira pelo corpo inteiro e a revolta que me afligiu me colocou direto no teclado do microcomputador.
Os motivos pelos quais não gostaria mais de expor minha opinião baseiam-se no ponto colocado inicialmente, bem como na própria falta de expectativa em relação à nossa imprensa em geral, quase que totalmente apenas sensacionalista. Resumindo: Não vai adiantar nada eu perder meu tempo expondo minha opinião, já que nada vai ser alterado em relação ao nosso País de décimo mundo, vigésimo mundo (ou mais).
Mas, como eu disse, não agüentei e vou tentar resumir o meu sentimento e desabafo. Não pude deixar de colocar a minha posição. Sempre lembrando que ela é radical e definitiva, não estando em aberto a discussão ou qualquer tipo de debate ou polêmica.
Senhor Renan Calheiros - Brasil (republiqueta): Se colhe o que se planta...
Que vergonha, que nojo, que podridão, que desespero, que impunidade, que País, que governo, que governantes (risos), que instituição. É o fim, é o limite, é o fundo do poço e que Deus nos ajude...
Lembram-se da piada? Piada? Pessoas de outros países, após a criação do mundo, dirigiram-se a Deus e questionaram o divino sobre algumas situações na distribuição e montagem do universo: Senhor, por que em nossos países acontecem muitas desgraças, tipo furacões, terremotos, maremotos, tsunamis, etc, e lá naquele país da América do Sul não acontece nada de errado, nenhum fenômeno natural os aflige, o Senhor poderia nos explicar?
Discreta e diretamente, como sempre, o Mestre respondeu com voz suave: Vocês não fazem idéia do povinho que eu vou colocar lá...
Povinho: Falta de vergonha, mediocridade, desrespeito, humilhação, impotência, falta de patriotismo, etc, etc, etc, etc...
Essa, realmente, não é piada de português... Atenciosamente.
José Eduardo Lopes