Similarmente à época do Renascimento na Europa, hoje os homens de todo o mundo continuam descobrindo novos métodos de garantir uma vida mais saudável e longa. Atualmente, o destaque é a biotecnologia que conseguiu construir vaso sangüíneo em camundongos, através de células-tronco. Essa técnica pode curar doenças degenerativas, como o mal de Parkinson e diabetes.
Os dados estão lançados. Cientistas de todos os países disputam conhecimento e tecnologia. Entretanto, assim como a legalização das drogas e do aborto, o assunto também gera muita polêmica. De um lado, estão os teólogos contra o estudo, pois células-tronco advindas de embriões matarão os mesmos. Por outro lado, cientistas esperançosos em busca de melhorias para a humanidade. Sabidamente, a obtenção de células-tronco envolve obrigatoriamente a destruição do embrião. Mas já sabemos quando é o início da vida? A resposta é simples: não! Portanto, não devemos sobrepor nossa religião e sentimentalismo à razão, o que leva ao atraso da ciência e da melhora da qualidade de vida, já que estas células podem curar um número incontável de pessoas.
No Brasil, a lei proíbe a produção de embriões destinados ao estudo das células-tronco. Pois bem, os senadores que assinam essas leis, no nosso País corrupto, muitas vezes são indicados para o cargo e, geralmente, não entendem nada sobre biotecnologia, muito menos de ética. Logo, devemos ficar atentos, pois todo tipo de conhecimento é usado em nosso favor. Portanto, é imperativo a liberação do estudo das células-tronco de embriões para o bem da humanidade. Semelhante à corrida armamentista, posteriormente liderada pelos EUA durante a Guerra Fria, é mais que necessário que o Brasil garanta sua posição de destaque na corrida biotecnológica. Só assim o País poderá passar de subdesenvolvido para desenvolvido.
Carolina Peres