08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Meia-boca


| Tempo de leitura: 2 min

Por certo você já escutou a expressão “meia-boca”, que é usada, entre outras ocasiões, quando alguém executa um serviço ou trabalho sem qualidade, malfeito ou feito pela metade. Não se sabe a origem, porém ela se encaixa perfeitamente à prestação de serviço da Prefeitura Municipal de Bauru no que tange à conservação das ruas e limpeza de terrenos de sua propriedade.

Existe algum critério para escolher os buracos que serão tapados? Existe algum critério para escolher qual terreno será capinado? Onde é publicado o tal cronograma de Obras? Quando existe alguma reclamação, a informação recebida é de que os trabalhos já estão no cronograma de obras.

Seria óbvio que, quando a equipe “tapa-buraco”, cumprindo o “cronograma de obras”, chegasse a uma rua para executar o serviço, cobrisse todos os buracos com a massa asfáltica.

Seria óbvio que, quando chegasse a equipe de limpeza de terrenos, todo o terreno fosse limpo, guias e sarjetas capinadas e que o material resultante da limpeza fosse removido dali. É, seria, porque não é o que acontece, pelo menos não aqui no Núcleo Habitacional José Regino.

As equipes que estiveram aqui na entrada do núcleo executando tais serviços, os realizaram de maneira “meia-boca”, foram tapados alguns buracos e outros ficaram abertos, o mato foi capinado, mas o material proveniente da limpeza continua lá.

Qual será a idéia de prestação de serviço à comunidade que a prefeitura tem? Isso também acontece em outros bairros ou será que é só aqui no Núcleo José Regino?

Será que podemos também pagar nossos impostos de maneira “meia-boca”? Será que o senhor prefeito sabe que isso tem acontecido no município que governa?

Que retornem as equipes de Obras, que o serviço seja incluído no “cronograma de obras”, pois ainda existe muito a ser feito aqui no Núcleo José Regino. E, por favor, dessa vez não façam um serviço “meia-boca”.

Carlos Eduardo Salvador