08 de julho de 2026
Internacional

Chávez ameaça intervir no ensino particular e deve se reunir com líder máximo das Farc

Por Folhapress | Com Reuters
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Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou ontem intervir nas escolas privadas que rejeitarem a supervisão estatal e fechar os estabelecimentos que não se subordinarem ao sistema educacional que ele chama de bolivariano.A oposição diz que a reforma educacional preparada pelo governo tenta incutir uma formação ideológica socialista nas crianças.

O presidente disse que nem o Estado nem a sociedade podem permitir que os colégios privados façam “o que tenham vontade”, já que alguns inclusive vedam o acesso de inspetores públicos.

“Eles devem reconhecer a Constituição. Devem se subordinar à Constituição e ao sistema educacional nacional, ao sistema educacional bolivariano. Quem não quiser terá de fechar sua escola”, disse Chávez numa cerimônia escolar de início do ano letivo.

Chávez citou Alemanha e Estados Unidos como exemplos de países onde as escolas privadas acatam as diretrizes do governo. Criticou também o atual modelo educacional venezuelano, por considerá-lo “colonizador, capitalista, que destroça a moral”, razão pela qual agora está sendo proposta a construção de uma ideologia própria.

Farc

A guerrilha colombiana das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) propôs ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propos a realização de uma ou duas reuniões prévias antes de um encontro entre o mandatário venezuelano e o líder máximo das Farc, Manuela Marulanda no dia 8 de outubro em local não determinado, para discutir sobre a troca de seqüestrados pelas Farc por guerrilheiros presos, segundo o diário colombiano “El Tiempo”.

Chávez, autorizado pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, para mediar a troca de cerca de 45 seqüestrados por 500 guerrilheiros presos, havia convidado Marulanda para um encontro em Caracas. Mas o líder das Farc, segundo Chávez, respondeu que não poderia ir a Caracas e propôs que o encontro fosse realizado na selva, o que Uribe vetou.