08 de julho de 2026
Nacional

Conselho vota 2º processo contra Renan

Folhapress
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Brasília - O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), marcou para amanhã a votação do segundo relatório aberto no processo de quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Neste segundo processo, Renan é acusado de beneficiar a empresa Schincariol junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e grilado terras em Alagoas em parceria com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) - que está sendo investigado no Conselho de Ética da Câmara. O relator do segundo processo, João Pedro (PT-AM), já sinalizou na semana passada que deve sugerir o arquivamento das denúncias contra o peemedebista.

Em seu encontro com o presidente Lula, Renan vai dizer que tem condições de reunir os votos necessários para aprovar a CPMF, mas que para isso o governo terá de fazer algumas concessões à oposição. A reunião entre Lula e Renan ainda não está agendada oficialmente, mas o senador já conversou na quinta-feira passada com o secretário particular do presidente, Gilberto Carvalho, e manifestou seu desejo de encontrar o petista. Lula concordou e o encontro pode até ocorrer hoje.

O presidente do Senado sabe que, nesse momento, o que interessa a Lula é aprovar o imposto do cheque, que deve render no próximo ano R$ 39 bilhões aos cofres públicos. Por isso, dirá a Lula que tem condições de conduzir o processo de votação, afastando qualquer possibilidade de se licenciar. Renan confidenciou a amigos que segue a máxima de que a política é a arte de ocupar espaços. Traduzindo: se ele se licenciar, teme que outros senadores ocupem seu espaço, inviabilizando seu retorno à presidência do Senado. Além disso receia que, longe da Casa, fique mais difícil de se defender dos dois processos que ainda tramitam no Conselho de Ética.

O presidente do Senado não afasta, porém, a possibilidade de tirar uns dias de férias, talvez duas semanas. Seus amigos e familiares têm insistido nessa saída para que seja criado um clima propício no Senado para apaziguar os ânimos.