Pelo terceiro dia seguido, com calor e baixa umidade do ar, os bombeiros de Bauru tiveram trabalho para conter focos de incêndio na cidade. Na madrugada de ontem, uma lanchonete localizada na confluência das ruas Gustavo Maciel e Joaquim da Silva Martha, nos Altos da Cidade, foi destruída pelas chamas, que começaram numa casa ao lado, que estava vazia e vinha servindo de abrigo para sem-teto. No início da tarde de ontem, um incêndio em mato no Jardim Rosa Branca se alastrou e consumiu um barracão onde havia depósito de pneus, mobilizando bombeiros, policiais militares e o helicóptero Águia da Polícia Militar.
No incêndio da madrugada, as labaredas destruíram a estrutura do teto da lanchonete e se espalharam para os produtos e utensílios guardados no interior do estabelecimento. O proprietário do estabelecimento, que preferiu não divulgar o nome, disse que o fogo começou por volta das 3h, quando a lanchonete já estava fechada. Ele não estimou o valor, mas disse que o prejuízo foi grande porque não possuía seguro do estabelecimento.
A hipótese mais provável é que o incêndio começou no imóvel vizinho à lanchonete. A referida casa, localiza na quadra 14 da rua Joaquim da Silva Martha, está desocupada e não possui nenhuma tranca ou cadeado que impeça a entrada de pessoas em seu interior.
De acordo com o dono da lanchonete incendiada, é comum andarilhos e moradores de rua ser reunirem no local abandonado para passar a noite ou até mesmo para praticar atos de vandalismo. A suspeita dele é que essas pessoas tenham feito uma fogueira para se esquentar na madrugada fria de ontem (a temperatura mínima foi de 16,5 graus na madrugada) e deixado as chamas se espalharem (o teto e o interior da casa também estão danificados pelo fogo).
Anteontem, por volta das 18h40, os bombeiros precisaram de 3 mil litros de água para conter um incêndio, com labaredas de cerca de cinco metros de altura, que espalhou por um terreno baldio localizado na quadra 34 da rua Rio Branco.
Já no dia anterior, o fogo consumiu um contêiner de transporte marítimo que estava acondicionado numa oficina funilaria do Parque Paulista. Foram necessários 16 mil litros de água e 12 horas de trabalho ininterrupto, pois existia a possibilidade de que dentro do contêiner haveria um cilindro de material altamente inflamável que poderia provocar explosão de grande impacto na vizinhança.