09 de julho de 2026
Nacional

Presa mulher apontada como líder de quadrilha que exportava remédio ilegal

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu na noite de anteontem uma mulher apontada como líder da quadrilha suspeita de tráfico internacional de drogas para emagrecer e lavagem de dinheiro. A operação Vênus começou anteontem nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Roraima. Dez pessoas suspeitas de integrar a quadrilha foram presas, além da suspeita de comandar a quadrilha.

Claudina Rodrigues Bonfin foi localizada em um shopping em Ribeirão Preto (314 quilômetros ao norte de São Paulo). Hoje, ela será transferida para a Superintendência Regional de Polícia Federal em Minas Gerais, para interrogatório e formalização do indiciamento no inquérito policial.

Ela é suspeita de comandar um esquema milionário de exportação de medicamentos emagrecedores. Em uma busca em sua casa, em um bairro nobre de Belo Horizonte, a PF apreendeu um computador e documentos que comprovam os crimes. Também foram localizadas obras de arte como quadros e esculturas. As peças passarão por perícia, mas, informalmente, a PF avaliou as obras em cerca de R$ 3 milhões.

Segundo a PF, as investigações apontaram a existência de um esquema de fabricação e exportação ilícitas do medicamento de nome comercial Emagrecesim, sob a coordenação da suspeita, que se apresentava como empresária do ramo farmacêutico e de cosméticos, clínicas para emagrecimento, moda, arte e de jóias.

O Emagrecesim é ilegal, de acordo com a PF, pois não existe a devida autorização dos órgãos sanitários competentes, além de o medicamento ser vendido como produto fitoterápico - 100% natural -, mas tem em sua composição substâncias psicotrópicas e anorexígenas, causadoras de dependência física e psíquica.

As investigações da PF apontaram que a quadrilha produzia o medicamento, também conhecido como “pílulas brasileiras de emagrecimento”, que viraram febre no mercado internacional, principalmente no norte-americano, onde o kit de Emagrecesim, suficiente para uso durante 45 dias, custa acima de US$ 200.

A operação Vênus contou com trocas de informações entre a Polícia Federal e os órgãos americanos FDA (órgão que regula o uso de medicamentos no país) e Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas norte-americana.