09 de julho de 2026
Nacional

Oposição acusa governo de liberar cargos em troca de prorrogar CPMF

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - No dia seguinte à aprovação da proposta que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a oposição acusa o governo de utilizar meios ilegítimos para conquistar o apoio dos aliados. Já os governistas reagem afirmando que são normais os pedidos encaminhados por integrantes da base que apóia o Palácio do Planalto.

O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que as solicitações para a liberação devem ser vistas com normalidade. “É um processo legítimo, os deputados encaminham as solicitações de emendas, que serão analisadas. Isso está dentro de um procedimento no dia a dia”, disse.

Segundo o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), o apoio de sua bancada para garantir a aprovação da CPMF deve ter como retorno não só a liberação de emendas, mas também a indicação de nomes do partido para cargos no governo. Atualmente o PR tem um ministro no governo - Mangabeira Unger, na Secretaria de Planejamento de Assuntos de Longo Prazo. A oposição criticou a ação do governo.

Para o líder do Psol na Câmara, Chico Alencar (RJ), não é legítimo o modo de o governo conduzir a relação com os aliados. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) ocupou a tribuna também para reclamar da maneira como o governo agiu anteontem durante a votação da CPMF.

A proposta foi aprovada anteontem, por volta das 23h30, no plenário por 338 votos favoráveis, 117 contrários e duas abstenções. O segundo turno de votações deve ocorrer na próxima semana.

A sessão extraordinária da Câmara convocada na manhã de ontem adiou para a próxima terça-feira a retomada da votação dos destaques e emendas aglutinativas ao texto das propostas de emenda à Constituição (PECs) que prorrogam a CPMF.

O adiamento foi requerido pelo PT e pelo PR. Na abertura da sessão, havia 298 deputados presentes, número abaixo dos 308 necessários para aprovar mudanças na Constituição Federal.

Os parlamentares ainda precisam analisar dez destaques e 65 emendas aglutinativas ao texto, após a PEC ter sido aprovada em primeiro turno, na noite de anteontem, por 338 votos a favor, 117 contra e duas abstenções.