10 de julho de 2026
Nacional

CNI/Ibope aponta queda de 50% a 48% na aprovação do governo Lula

Folhapress
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Brasília - A avaliação do governo Lula registrou um pequeno recuo em setembro em relação a junho, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem. Dos entrevistados, 48% consideram, agora, o governo ótimo ou bom, contra 50% em junho. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro da pesquisa.

De acordo com a CNI/Ibope, houve um pequeno aumento, de 16% para 18%, entre os que consideram o governo ruim ou péssimo. A diferença, no entanto, também está dentro da margem de erro. Outros 32% consideram o governo regular. Segundo a análise estratificada, a redução da popularidade do governo caiu entre os homens, que vivem na região Sudeste, na faixa de 40 a 49 anos.

Pela análise detalhada da pesquisa, a popularidade do governo é mantida elevada principalmente entre os que têm salários mais baixos. A confiança no presidente Lula permanece elevada, segundo a pesquisa. Dos 2.002 entrevistados, 60% disseram confiar no presidente. Em junho, este percentual era de 61%. Já 37% dos entrevistados disseram não confiar em Lula. Em junho, este percentual era de 35%.

De acordo com a pesquisa, as pessoas ouvidas demonstram expectativas elevadas em relação ao segundo mandato do presidente embora um percentual semelhante acredite que a tendência é de ser igual à primeira gestão. Para 36% dos entrevistados, o segundo mandato do presidente está melhor do que o primeiro, contra 40% que afirmaram estar igual.

A pesquisa ouviu 2.002 entrevistados, em 142 municípios do País, entre os dias 13 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para menos ou para mais.

A pesquisa mostra que 54% dos entrevistados são favoráveis à CPMF, contrariando a recente decisão dos deputados federais que aprovaram, em primeiro turno, a manutenção da contribuição. Apenas 5% disseram ser favoráveis à prorrogação. A pesquisa também mostra que 12% dos entrevistados aceitariam a renovação da CPMF, mas com um percentual inferior à alíquota de 0,38%. Outros 12% são favoráveis à extinção da contribuição ao longo dos anos, com gradativa diminuição do percentual.

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Caso Renan é associado

Brasília - Ao contrário do esforço dos integrantes da base aliada do Palácio do Planalto, os entrevistados ouvidos pela pesquisa da CNI/Ibope associam a crise envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao noticiário relativo ao governo federal. A associação espontânea ocorre quanto questionados sobre as principais notícias que envolvem o governo.

A pesquisa não entrou em detalhes sobre as acusações de quebra de decoro que pesam contra Renan nem tratou de questões sobre a discussão do assunto no Senado. A única questão em que o senador é citado é quando se questiona: “(Quais) As principais notícias sobre o governo do presidente Lula nas últimas semanas?”.

Além das denúncias envolvendo o senador peemedebista, os entrevistados citaram também, numa associação com o governo: a crise nos aeroportos, as viagens do presidente Lula e o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), das denúncias contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão.

A discussão sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 só é citada como quinto item de preocupações dos entrevistados. Já o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) foram menos citados.

Também estão entre os temas menos mencionados pelos entrevistados numa associação com o noticiário relativo ao governo: os jogos Pan-Americanos, realizados em junho no Rio de Janeiro, e o biodiesel - combustível natural defendido pelo governo e sempre citado pelo presidente Lula nos discursos no Brasil e no Exterior.