10 de julho de 2026
Esportes

Futebol feminino: Treinador dos EUA teme violência das brasileiras pela semifinal da Copa

Por Folhapress | Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Hangzhou - Um dia depois de criticar o estilo de jogo faltoso do Brasil, o técnico da seleção feminina de futebol dos EUA, Greg Ryan, e jogadoras americanas elogiaram Marta, eleita pela Fifa a melhor jogadora do mundo em 2006.

“Eu espero um jogo muito físico, como foi o amistoso em junho (2 a 0 EUA). A Marta não estava lá, mas ela é uma das mais talentosas jogadoras do mundo. Sua presença em campo irá deixar o time do Brasil muito melhor no ataque”', afirmou Ryan.

Os EUA perderam só um jogo para o Brasil com sua seleção principal (um amistoso em 1997). Isso em 22 jogos.

“Marta tem muita confiança quando está com a bola. Não podemos perder o foco nela”, falou a meio-campista Shannon Boxx. O time americano principal não perde há 51 jogos - o Brasil bateu no Pan uma equipe universitária.

Apesar das críticas, Ryan contraditoriamente também elogiou o futebol das brasileiras, exaltando a habilidade das rivais de amanhã. “Ainda assim, sei que este Brasil, que naquele amistoso não teve a Marta, é uma equipe que joga bem. As meninas brasileiras recordam os estilos de atletas famosos, como Ronaldinho, Rivaldo e Kaká”, afirmou.

Brasil

Já o Brasil, embalado pela invencibilidade na Copa do Mundo Feminina, depende apenas da definição de uma jogadora. A zagueira Tânia Maranhão segue com dores no ombro em função de uma entrada sofrida na vitória sobre a Austrália, válida pelas quartas-de-final.

A atleta brasileira realizou uma radiografia no hospital da cidade chinesa de Hangzhou, mas os resultados não preocuparam a comissão técnica da Seleção.

Já Formiga, que sofreu com câimbras nas últimas duas partidas com a Seleção, e a zagueira Elaine trabalharam normalmente ontem e estão à disposição do técnico Barcellos. O jogo de amanhã com os EUA vale para o Brasil inédita vaga na final do Mundial.

A Fifa deverá escolher um árbitro bastante rigoroso por conta da violência praticada pelas atletas do time canarinho no último amistoso entre as duas seleções, vencido pelos EUA por 2 a 0, há cerca de três meses, em Nova York. Hoje, Alemanha e Noruega fazem a outra semifinal.