11 de julho de 2026
Esportes

Campeonato Brasileiro: Coelho é suspenso por 120 dias

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O lateral do Atlético-MG Coelho foi condenado ontem a 120 dias de suspensão pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por ter agredido Kerlon, do Cruzeiro. Aos 35 minutos do segundo tempo do clássico do dia 16, vencido pelo Cruzeiro por 4 a 3, o atacante tentava entrar na área rival fazendo o “drible da foca” - equilibrando a bola com a cabeça -, quando sofreu uma falta violenta do atleticano.

O julgamento foi equilibrado. Embora os cinco auditores tenham condenado o jogador, a punição só foi decidida no último voto, do presidente da comissão, Mário Couto, que deu 120 dias de suspensão, pelo artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Coelho já havia sido suspenso em julho por expulsão. Na denúncia, a procuradoria do tribunal tinha pedido a punição para evitar “a vitória de Coelho sobre a Foca, consagrando a vitória dos brucutus”.

Dois dos julgadores, um deles o relator do caso - José Fernandes -, chegaram a pedir a pena de 360 dias para Coelho. Os outros dois votaram por quatro jogos de punição, desclassificando a denúncia da procuradoria, de agressão física para ato violento.

O presidente Couto, que considerou o tranco de Coelho como “um torpedo humano”, votou por 120 dias de punição - prevalece a menor pena nesse caso. “Acho um pouco exagerado punir com 360 dias, mas 120 dias de suspensão acho normal, para que o efeito pedagógico funcione”, afirmou Couto.

Coelho estava irritado com a condenação. “De bom tamanho estaria a absolvição. Espero, com o recurso, ter uma pena menor.” A auditoria também condenou o Atlético a perda de mando de campo por um jogo mais multa de R$ 10 mil, porque sua torcida teria lançado dois chinelos ao campo; e absolveu o jogador Maurinho, por ter interpelado Kerlon após a falta.

Para os juízes, Coelho partiu para cima de Kerlon com a intenção de fazer falta. Coelho negou ter tido a intenção de agredir. “Em momento algum quis agredi-lo. Dei um tranco para não deixar ele entrar na área. Só fazendo a falta para tirar a bola dele.” Ele definiu a falta como um tentativa de “obstrução”, mas admitiu que foi “dura’.

O advogado do Atlético-MG, Roberto Vasconcellos, alegou que Kerlon fez “malabarismos”, provocou os rivais, o que seria proibido pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Também mostrou imagens do cruzeirense levando uma das mãos ao ouvido, como se estivesse provocando a torcida.