10 de julho de 2026
Bairros

Moradores se arriscam na travessia de pinguela no Água da Forquilha

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Só com muito equilíbro e sem medo de altura é que os moradores da Vila Independência e Jardim Santa Clara conseguem atravessar a pinguela que interliga os bairros. Parte da estrutura, feita de madeira, foi incendiada provavelmente na noite de anteontem. Em um trecho, para passar é preciso andar apenas sobre a estrutura metálica, entre buracos.

Embaixo da pinguela, a uns dois metros de altura, está o córrego Água da Forquilha, com odor desagradável. A altura intimida crianças e idosos. Até os adultos precisam de atenção redobrada para andar no que restou da pinguela.

O trecho é caminho de ida e volta para a casa ou trabalho de muitas pessoas, inclusive à noite. São pedestres e ciclistas que preferem a pinguela ao viaduto Antônio Eufrásio de Toledo para encurtar caminho.

O local é considerado perigoso pelos moradores. Eles reclamam que adolescentes utilizam as imediações da pinguela, que fica próxima da linha do trem, em uma região com mato alto, para usar drogas.

“Acho até que foram os vândalos que ficam aqui de noite que fizeram isso (atearam fogo). Agora, vou ficar preocupada com as minhas filhas que andam pela pinguela para ir para a escola”, diz Lucinara Tavares Ursulino.

O pedreiro João Narciso, 59 anos, usou o viaduto Antônio Eufrásio de Toledo para ir ao trabalho, ontem pela manhã. Mas no final do dia, cansado, decidiu se equilibrar com a bicicleta em uma das mãos e passar pela pinguela para encurtar o caminho. “Se for pela beirada, dá para passar, mas é perigoso”, orienta.

O segurança Carlos Alberto Barbosa também acha que foi ação de vândalos. “A gente trabalha o dia todo e ainda tem que se equilibrar no final”, diz.

A Prefeitura Municipal de Bauru informou, através da assessoria de comunicação, que já está providenciando a recuperação da pinguela entre os bairros Santa Clara e Independência, danificada pelo incêndio.