(...) Desde então [1998], a prefeitura espalhou placas alertando que é proibido nadar no local pelo risco de afogamento e cercou a área do bosque com um alambrado. (...)
(...) Vários pedaços do alambrado foram derrubados e a prefeitura trocou totalmente a cerca por três vezes em dois anos. De acordo com a prefeitura, todas as vezes que a cerca era refeita o material era furtado em menos de seis meses.
Acima, dois trechos retirados da reportagem do JC de 25/09, informando sobre o soterramento do poço do bosque do Jardim Boa Vista/Parque União. Segundo a matéria, as informações são da prefeitura. Então, além dos adjetivos incompetentes e irresponsáveis que normalmente uso para se referir a nossos administradores posso, com tranqüilidade, acrescer o mentirosos. Não que em outras oportunidades isso já não fosse possível ou desejável...
Mudei-me para a proximidade do bosque em 2002 e, desde então, por várias vezes, busquei junto à Prefeitura ações que minimizassem sua depredação e garantissem, pelo menos, uma limpeza periódica do local.
Dentre a ações solicitadas estava, justamente, a colocação do alambrado... Portanto, é mentira que o mesmo foi trocado três vezes em dois anos. O alambrado original, compreendendo a parte do bosque voltada para a rua Antonio Padilha não foi restaurada em nenhum momento desde 2002. Já o setor voltado para a quadra 4 da rua Bernardino Gobbi foi construído por uma loteadora em 2005 e, posteriormente, na quadra 5, o trabalho foi realizado pela prefeitura. Mesmo assim, a área não totalmente cercada. A parte furtada refere-se à quadra 5 citada.
Já o “espalhou placas” é meramente uma questão semântica, gramatical, não sei... Mais de um é plural. Então três são placas, embora sejam apenas três pequenas placas, das quais talvez uma se encontrava mais ou menos visível no dia do acidente.
As informações podem ser checadas in loco pela reportagem do jornal, embora ache que deveriam fazer isso sempre e antes da publicação. PS.: parte do lixo resultante da última limpeza realizada no bosque, em julho, continua empilhada na praça Rui de Arruda Campos. Em 30 do mesmo mês entramos em contato com a Semma pedindo a retirada do material e formos informados que a limpeza, interrompida pelas chuvas, teria continuidade e só então o material seria retirado. Dias depois, encontramos o senhor secretário da Semma em visita ao bosque e fizemos o mesmo pedido. A resposta foi a mesma. Cinqüenta dias depois, nem uma coisa nem outra.
Almir Roberto Ribeiro