10 de julho de 2026
Polícia

Cão imobiliza ‘ladrão’ em simulação

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A perspicácia e intimidação canina já são usadas pela Polícia Militar há pelo menos oito anos no Canil de Bauru. Mas, ontem, policiais de outras cidades e a população puderam observar de perto as qualidades desse animal em um simulado. O pastor alemão Apache imobilizou um suspeito, em uma ação policial. A atividade foi realizada pela tarde, na quadra 2 da rua Lázaro de Castro Reis, próximo do câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Como em uma ocorrência do dia a dia, um rapaz simulando ser um bandido armado, fugia da polícia, entrou numa residência em construção e se escondeu em um dos cômodos. Foi perseguido por policiais em uma viatura e alguns deles tentaram negociar com o suspeito, mas não conseguiram convencê-lo.

Enquanto isso, outra viatura com policiais do Canil e um cachorro treinado chegaram no local. Eles entraram na casa e também conversaram com o bandido, tentando persuadi-lo. Como não conseguiram, foi lançada no cômodo uma bomba de gás lacrimogêneo, para efeito moral.

O ladrão ficou desnorteado e seguiu para um quarto, nos fundos da casa, onde ficou encurralado. Neste momento, o cão agiu, imobilizando-o. Em poucos instantes, o animal mordeu o braço do ladrão e o desarmou. A munição das armas usadas na simulação eram de festim. A bomba também não era real.

Sem o discernimento humano, o animal passa pela situação de risco como se ela fosse real. Tanto é que depois que o “suspeito” foi apreendido e os participantes se reuniram para comentar o resultado do simulado, o cão continuou latindo para o policial, como se ele fosse realmente um bandido.

O cabo Luiz Cláudio Munhoz representou o ladrão no simulado e usou uma roupa almofadada, para evitar que a mordida do animal o ferisse. Minutos depois, estava ofegante e com o braço um pouco inchado. “O simulado imita o máximo possível a realidade. Por isso, o nível de tensão é muito grande tanto para os policiais envolvidos quanto para o cão”, resumiu.

De acordo com o major Nelson Garcia Filho, subcomandante do 4º BPMI, o intuito da ação foi de transmitir experiências entre as polícias que trabalham com cães. “O objetivo é evitar o contato do suspeito com o policial. O cão tem o poder de intimidar o ladrão, sem na necessidade de usar arma de fogo”, explica.

Ontem e hoje o 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI) promove o 1.º encontro regional de técnicas de policiamento com cães. O evento contou com policiais militares dos canis das cidades da região, entre elas Marília, Assis, Presidente Prudente, Jaú e Bauru. Especialistas de diversas áreas foram convidados para ministrar palestras. Durante o evento, também houve treinamentos de grupos.