09 de julho de 2026
Regional

Servidores de Balbinos não descartam nova mobilização

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Balbinos - Os servidores da Penitenciária II de Balbinos (73 quilômetros de Bauru) não descartam nova interrupção no trabalho. A insatisfação dos servidores reside na falta de resposta da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) em relação ao afastamento da diretora técnica, Gislaine Fernandes Constante. O sindicato reiterou total aval e apoio aos servidores, caso eles deliberem por nova interrupção.

O afastamento da diretora do seu respectivo cargo vem sendo solicitado pelos servidores há cerca de um ano e meio. Dos 120 agentes que trabalham na PII, cerca de 70% querem o afastamento da diretora. Eles assinaram um abaixo-assinado pedindo o afastamento dela.

Gislaine é acusada pelos agentes de prática de assédio moral, suposto nepotismo, uso indevido de veículo oficial para fins particulares, liberação indevida de um preso para circular livremente no presídio, descumprimento da ordem jurídica suprimindo direitos dos servidores, entre outras acusações.

Esses casos foram denunciados pelos servidores ao Sindcop por meio de documentos e portarias administrativas que circularam dentro da penitenciária.

Na última quarta-feira, os servidores, com o apoio do Sindcop, formularam representações e requerimentos aos superiores da diretora, solicitando providências a respeito do caso. No entanto, a SAP não tomou nenhuma atitude a respeito. Segundo a diretoria do Sindcop, a atitude dos servidores está amparada pela Constituição Federal.

No dia 19, a Coordenadoria Prisional da Região Noroeste foi informada sobre a decisão dos servidores. No entanto, a mobilização acabou ganhando outras dimensões depois que os servidores que deveriam assumir o plantão (cerca de 30), após bater seus cartões de pontos, acabaram impedidos pela diretora de assumir seus postos de trabalho.

Os servidores ficaram na portaria interna da penitenciária das 6h às 15h, enquanto que outros 16, que estavam dentro do presídio, foram impedidos de sair e obrigados a trabalhar por mais de 48 horas ininterruptamente.

A situação só voltou ao normal na noite de sexta-feira, depois que os servidores foram comunicados que a SAP iria analisar a reivindicação e responder aos servidores o mais breve possível. O que não ocorreu até a noite de quarta-feira.