Marília - A Santa Casa de Marília (100 quilômetros de Bauru) está passando por uma série de obras que, além de permitir melhora na infra-estrutura e adequações físicas, ampliará a unidade de hemodiálise. Dos atuais 290 metros quadrados, a unidade passará, até o final do ano, a ocupar o dobro de espaço, com um total de 580 metros quadrados.
A previsão é de que o novo espaço seja inaugurado no início do mês de dezembro, quando a Unidade de Hemodiálise da Santa Casa de Marília terá dois pavimentos semelhantes, com capacidade máxima de 24 máquinas em cada um deles, ou seja, um total de 48 máquinas. “Inicialmente, já começaremos com mais 12 máquinas, num total de 36 de imediato”, ressalta Marssel Paccola Capoani, coordenador de Infra-Estrutura da Santa Casa.
Segundo o coordenador, antes de iniciar as obras na hemodiálise foi necessário concluir outras duas adequações para liberação do espaço no interior do prédio. Dessa forma, o ambulatório de especialidades e o ambulatório de ortopedia passaram a atender a comunidade em outros locais dentro do hospital, com 400 e 290 metros quadrados, respectivamente. “Foram investidos mais de R$ 100 mil nas adequações”, lembra Capoani.
O coordenador de infra-estrutura destaca que, entre outros ambientes que serão construídos, estão as áreas de tratamento, hemodiálise, estoque, manutenção, enfermagem, sala de espera, banheiros e admissão de pacientes. “Tudo atendendo às portarias da Vigilância Sanitária, com investimento total previsto de R$ 125 mil”, explicou.
O serviço de Nefrologia da Santa Casa de Marília é referência regional para Terapia Renal Substitutiva (TRS) e transplantes renais. Segundo a superintendente da unidade, Kátia Ferraz Santana, existe uma demanda crescente de pacientes para diálise. “Mensalmente, cerca de 160 pacientes fazem hemodiálise na Santa Casa”, revela.
A superintendente do hospital inicia uma campanha junto à comunidade local para conseguir os R$ 35 mil restantes para a conclusão da nova unidade. “Noventa mil reais já foram doados por uma família tradicional da cidade”, lembra. “Resta a outra parte, que precisamos conseguir”, disse no início deste mês, quando tiveram início as obras.
O provedor da Santa Casa de Marília, o empresário Milton Tedde, acredita que a ampliação da unidade, em área próxima, permite otimizar o tratamento de água, além da reorganização dos turnos de pacientes atendidos. “Será uma infra-estrutura admirável que poucos hospitais do Interior são capazes de oferecer”, acredita o dirigente.