11 de julho de 2026
Internacional

Uribe ataca ‘ditaduras’ latino-americanas

Folhapress
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Nova York - Em discurso a empresários americanos em Nova York, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, contrapôs ontem Bogotá ao que chamou de “ditaduras” da região.

Maior aliado dos EUA na América do Sul, o colombiano evitou citar nomes e buscou ressaltar as qualidades democráticas de seu governo, mergulhado em um escândalo pelo laço de membros do gabinete e de legisladores com paramilitares de direita.

“Há ditaduras na América Latina que não aceitam a supervisão internacional. Na Colômbia, temos todas as estações de rádio e TV criticando o meu governo diariamente. As ditaduras latino-americanas suprimem o pluralismo, censuram a mídia, perseguem os dissidentes, enquanto meu país é cheio de oposição, de democracia, de liberdade”, disse.

O ataque - ou defesa- foi a resposta à pergunta de um participante do almoço no Conselho das Américas sobre sua estratégia contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Uribe também criticou as “tendências de estatização” que florescem no continente, afirmando que seu país oferece incentivos para investimentos externos - inclusive no setor de petróleo, cuja exploração é monopólio estatal na Venezuela e, na Bolívia, voltou a ser por resolução do governo Evo Morales em 2006.

O conservador tomou o mesmo rumo que o presidente equatoriano, Rafael Correa, e que a favorita na corrida presidencial argentina, Cristina Kirchner, ao detratar os países vizinhos a fim de mostrar o seu próprio como um destino mais confiável de investimentos externos.

Os três, como a chilena Michele Bachellet, aproveitaram a estada em Nova York para os debates da 62ª Assembléia Geral da ONU para falar à entidade que reúne empresários.

Uribe não usou nomes, mas sua citação de liberdade da mídia faz lembrar o caso RCTV.