09 de julho de 2026
Regional

Faculdade Eduvale, de Avaré, discorda de avaliação do MEC

Por Davi Venturino | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Avaré - O Ministério da Educação (MEC) apontou 89 cursos universitários de direito que tiveram desempenho abaixo do esperado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Faculdade Eduvale, de Avaré (120 quilômetros de Bauru), cujo curso de direito foi um dos apontados pelo MEC, discorda dos resultados e diz que a instituição obteve os melhores conceitos em várias outras avaliações.

Entre os 89 cursos notificados pelo MEC, estão 37 que obtiveram índice menor de três no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) do Enade e menos de 10% do total de alunos inscritos no Exame de Ordem da OAB. O índice IDD varia de um a cinco.

Em Avaré, o curso de Direito da Faculdade Eduvale ficou entre os 37 apontados pelo MEC, com avaliação dois no Enade, com nota dois no conceito do IDD. Dos 44 alunos da Eduvale que fizeram o exame da OAB, apenas 6,82% deles conseguiram aprovação, ou seja, três pessoas. O índice, portanto, ficou abaixo do limite mínimo recomendado de aprovação que é 10% do total de alunos inscritos.

Em nota, Ricardo Pelegrini, superintendente da Faculdade Eduvale de Avaré, explica que a análise divulgada pelo MEC, sobre os resultados do Enade 2006, surpreendeu o estabelecimento de ensino. “Somos a faculdade de direito que mais aprova nos exames da OAB em Avaré, e temos a melhor nota no mesmo exame em nossos outros cursos, fato esse comprovado no site do MEC”, explica.

Segundo o superintendente, em todos os tipos de avaliações pelas quais a faculdade já passou, ela obteve os melhores conceitos de Avaré. “Aguardaremos a comunicação oficial do MEC e enviaremos ofício em resposta. De qualquer forma, acho que o MEC deveria enviar comissões de verificação a todas as faculdades de direito de Avaré”, diz. “Confiamos em nosso trabalho e atesto que, pelo menos nós, não temos nada a esconder”, completa.

De acordo com o MEC, após serem notificados, os responsáveis pelos cursos terão prazo de 10 dias para apresentar explicações sobre os resultados e especificar providências quanto a ales. “Caso a Secretaria de Educação Superior considere insuficientes as medidas propostas, poderá instaurar processo administrativo”, afirmou o ministério em nota.