09 de julho de 2026
Internacional

Brasil critica os Estados Unidos

Folhapress
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Washington - A delegação brasileira elevou o tom da discussão sobre aquecimento global no encontro sobre o tema convocado por George W. Bush. “A maior parte do mundo espera dos EUA um engajamento total nos esforços que todos estão fazendo para reduzir as emissões”, disse o embaixador Everton Vieira Vargas, referindo-se à emissão de gases-estufa.

Anteontem, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, havia dito que seu país está preparado para expandir a liderança na questão.

A declaração foi um avanço em relação às palavras de Bush em 2001, quando o presidente havia dito que não ratificaria o Protocolo de Kyoto pois o tratado poderia prejudicar a “economia e os empregos dos americanos”. Ainda assim, não convenceu todos os delegados dos países mais poluidores do mundo, que participavam em Washington da reunião intitulada “Encontro das Principais Economias sobre Segurança Energética e Mudança Climática”.

“Nós preferiríamos que os Estados Unidos fossem muito mais proativos nos compromissos”, disse o diplomata brasileiro. “Você consegue a liderança quando você faz acordos.”

Sobre o discurso de Bush, Vargas disse que o governo norte-americano não trouxe nenhuma idéia ou proposta nova.

Ele lembrou que o estabelecimento de fundos, por exemplo, já era previsto dentro de Kyoto e afirmou. “Vou ser muito sincero: para mim, a questão não deveria ser de fundos, mas de financiamento. Prover dinheiro sem burocracia para ajudar países em desenvolvimento, especialmente os mais pobres''.

Vargas citou como exemplo áreas rurais da Índia e da China que precisam imediatamente de eletricidade, que provavelmente será gerada por carvão, uma fonte “suja” de energia.