10 de julho de 2026
Política

Para DEM, eleição custa R$ 2 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente municipal do DEM, Dudu Ranieri, falou abertamente ontem, na reunião mensal da legenda, sobre aquilo que a maioria dos políticos evita: o custo de uma campanha eleitoral. Ranieri advertiu os filiados que lotaram a sede do partido, na avenida Duque de Caxias, que uma boa estrutura para a campanha a prefeito em Bauru exige R$ 2 milhões.

Partidos e candidatos fogem da discussão sobre custos de campanha eleitoral por causa da legislação, das reações negativas que o financiamento privado pode alimentar e também porque avaliar custos quase sempre gera dificuldades na hora da prestação de contas à Justiça Eleitoral depois da eleição, medida que, com freqüência, traz números distantes da realidade das despesas.

Ranieri não fez cerimônia e enfatizou alguns pontos fundamentais para viabilizar a participação em eleição. “Quem partir para uma candidatura tem de se dedicar em tempo integral pelo menos nos três meses de campanha, o dia todo, no corpo-a-corpo. E quem acha que dá para levar um candidato a prefeito para o segundo turno em uma eleição como a de Bauru sem uma boa estrutura e programa de rádio e TV profissional pode tirar o cavalo da chuva”, declarou.

O presidente do DEM salientou que, baseado nas situações que ele viveu nas últimas campanhas eleitorais locais e as informações que detém sobre custos de produção em TV – por ser proprietário da emissora universitária TV FIB -, é possível estimar a necessidade de recursos vultosos para obter a estrutura ideal: “Campanha para prefeito, mesmo de candidato conhecido, com raízes na cidade e um bom grupo junto, para ir para o segundo turno e disputar, fica em R$ 2 milhões. E a conta até dos programas gravados pelos candidatos a vereador fica com o de prefeito. O candidato a vereador não paga nada pela TV”, apontou.

No encontro dos democratas também foi abordada a correria entre algumas legendas nesta fase. “Tem dirigentes de vários partidos convidando gente nossa para se filiar. Não formam grupo e agora ficam desesperados. Tem partido com um ou dois candidatos mais fortes usando ainda aquela velha tática de levar um monte de gente para ajudar a aumentar a votação.

Reorganização

Ainda ontem pela manhã, o PPS reuniu novos militantes e filiados para organizar o grupo para as eleições de 2008. A legenda reforçou o quadro de candidatas, mas o que ainda preocupa é a sustentação média de potencial de votos do quadro a ser inscrito na disputa municipal. Na última eleição, o PPS não conseguiu atingir o coeficiente eleitoral e ficou de fora do Legislativo.

Ontem, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho se apresentou aos filiados com críticas a todos os governos que sucederam Édison Gasparini, na década de 80. Ele disse que está à disposição para ajudar e considerou que tem condições de contribuir com a gestão municipal. Jurandyr disparou contra a gestão atual, criticou obras como o viaduto inacabado de Tidei de Lima e lançou que é preciso se preocupar porque a “Gautama está em Bauru”, referindo-se à empreiteira acusada de participação em irregularidades no País. Ele não apresentou dados sobre a citação.