08 de julho de 2026
Geral

Secretárias trabalham com jogo de cintura e paciência

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A opção de ser secretária exige fôlego e jogo de cintura. É tanta dedicação ao patrão e à profissão que, para elas, não é exagero dizer que “fazem de tudo”. Hoje é comemorado o Dia Nacional da Secretária, profissionais que mesclam atitudes de psicóloga com, até mesmo, de uma babá.

Elas aprendem logo no início da profissão que não adianta ficar de cara feia. Seu “cartão de visita” é a boa aparência e o humor. Uma boa dose de paciência também é necessária. Além de inteligência suficiente para organizar os afazeres diários.

Na opinião das entrevistadas pela reportagem, para ser uma secretária é necessário, acima de tudo, gostar do trabalho. Apreciar o contato com o público também é uma característica apontada por elas.

Apesar da rotina desgastante, há sempre uma boa recompensa. “Fico feliz quando um cliente elogia meu trabalho. Quando isso acontece, percebo que minha profissão vale a pena”, afirma a secretária de dois médicos oftamologistas do Hospital de Olhos de Bauru, Ana Rafaela Nicolau Barreto Faquinello, 24 anos.

Ela conseguiu seu primeiro emprego como secretária quando tinha apenas 15 anos. Trabalhava em um consultório em Pirapozinho, município próximo de Presidente Prudente.

Ana Rafaela percebeu que a profissão iria exigir muito jogo de cintura. Além de atender os telefonemas e os pacientes, marcar consultas, auxiliar o patrão no centro cirúrgico e fazer exames nos pacientes, Rafaela tinha mais afazeres diários. “Também tomava conta da filha recem-nascida do patrão e limpava o consultório médico”, conta.

Trabalhou por 5 anos no local e avalia que só conseguiu o emprego atual pois tinha bastante experiência no currículo. Hoje, seu trabalho também é dinâmico, mas tem menos atividades.

Hoje, mais madura, ela aprendeu a dizer ‘não’. “No começo, eu dava um jeito de encaixar os pacientes que ligavam em cima da hora porque não queria contrariá-los. Mas logo percebi que não poderia fazer isso para sempre”, conta.

A secretária de uma escola de idioma no Altos da Cidade, Marisa Dias, 37 anos, também aprendeu a profissão na prática. Há sete anos ela trabalha na mesma empresa.

“Fico em movimento o dia todo. Não sei quantas calorias gasto, mas sei que são muitas”, brinca a profissional, que se diz apaixonada pelo que faz. “Faço meu trabalho com prazer. Mas não gosto de aparecer pois acho que a secretária deve ficar nos bastidores”, ensina.

Para ela, o bom humor e a paciência são ferramentas importantes para todas as secretárias. “Nós precisamos nos interessar, realmente, pelos problemas dos clientes a ponto de ajudá-los no que for possível. Por isso, acho que toda secretária é um pouco psicóloga”, afirma.

Antes de ser secretária, Dias trabalhou no comércio. Portanto, usa um pouco do tino comercial na sua profissão. “Alguns clientes optam por um serviço se foram bem atendidos. Por isso, a secretária precisa estar sempre com bom-humor”, ensina.

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História

Durante a Revolução Industrial, por volta de 1860 Christopher Sholes inventou um tipo de máquina de escrever. Sua filha, Lilian Sholes, testou o invento, tornando-se a primeira mulher a escrever numa máquina em público.

No centenário de seu nascimento, as empresas fabricantes de máquinas de escrever fizeram diversas comemorações. Entre elas, concursos para escolher a melhor datilógrafa. As competições passaram a ser anuais, realizadas no dia 30 de setembro. Como muitas secretárias participavam, o dia passou a ser conhecido como o “Dia das Secretárias”, segundo dados da Federação Nacional das Secretárias e Secretários (Fenassec).

São Jerônimo é o santo protetor das secretárias. Ele foi secretário do papa Dâmaso, que comandou a Igreja Católica de 367 a 384. Seu dia também é comemorado em 30 de setembro.