A tradutora Ana Lúcia Fernandes Dalalio e o engenheiro elétrico Paulo Henrique Dalalio viajaram 1.612 quilômetros atrás do sonho de uma vida melhor. Deixaram família e tudo mais em Bauru e foram para Palmas (TO) em busca da realização pessoal e profissional. Ambos estavam com a carreira recém-iniciada em Bauru, cada um em seu ramo, mas o casal queria algo mais. Criaram coragem, arrumaram as malas e seguiram rumo ao desconhecido.
Paulo havia sido contratado pela Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins) para ajudar na eletrificação de Palmas, hoje Capital do Estado. Enquanto ele montava os projetos para iluminar a cidade, Ana dava aulas de inglês e chegou a montar uma escola com cerca de 250 alunos.
Depois de um início desanimador, a vida do casal começou a melhorar após quase dois anos em Tocantins. Mas bastou o convite de um amigo para uma parceria no ramo elétrico em Bauru para o casal decidir dar um outro rumo em suas vidas e recomeçar tudo de novo. Ana lembra que na época não tinha filhos e, por isso, o casal ficou mais à vontade para tantas mudanças. “Quando não se tem filhos, dá para arriscar mais”, afirma.
Mesmo em Bauru, o estoque de coragem continuou sendo usado pelo casal. Paulo decidiu deixar a carreira de engenheiro elétrico para ser gerente administrativo da escola de idiomas montada pela mulher. Segundo ele, ter ajudado a eletrificar a avenida Teotônio Segurado, uma das principais de Palmas, foi uma realização em sua carreira de engenheiro. “Isso já serviu para acariciar meu ego”, brinca. Hoje, eles se dizem satisfeitos com a vida que levam. “Para vencer não basta apenas querer, é preciso ter espírito de vencedor”, ensina.