- Manhê! Me dá um carrinho!
- Manhê! Eu quero uma barbie!
Talvez esse seja o começo de toda coleção: o desejo por um novo brinquedo. Primeiro você, criança, deseja um. Depois mais outro e mais outros e quando vê a casa está cheinha de muitos brinquedos parecidos. Olha só! Eu disse parecidos, não iguais.
Todo colecionador busca itens diferentes para completar a coleção. Um Hot Wheels inspirado em um carro de alta performance ou aquele que só é vendido no Exterior e mais ninguém na vizinhança tem. Um jogo de botão que traz o distintivo de um time do Nordeste que ninguém mais conhece... Uma Barbie que há muito tempo deixou de ser fabricada e você encontrou ou aquela mais nova de todas...
Os irmãos Gabriel, 9 anos, e Mateus Monteiro Rocha, 7 anos, desde muito cedo começaram suas coleções. Na casa deles existem Legos e mais Legos, pistas e mais pistas de corrida da Hot Wheels. Transformers, Furbys, coleções completas dos brinquedos do Mc Donalds, Dragões... Mas do que eles gostam mesmo é de carrinhos. São mais de 100 miniaturas Hot Wheels e vários exemplares de carros de corrida.
O Gabriel, que estuda no 4º ano do Colégio São José, conta que ele e o irmão brincam muito com as coleções. “Tem até carrinhos que perderam peças, mas esses a gente não mostra”, diz. O Mateus, que cursa o 2º ano do Colégio São José, afirma adorar montar as peças e depois brincar. “É muito legal, as pessoas sempre dão alguma peça da coleção que a gente não têm”, conta.
Esses meninos, segundo a psicóloga especializada em desenvolvimento infantil Marcela Morato Velosa, estão na fase da organização de seus pensamentos e ambiente. “Fazer coleções é positivo porque ajuda a criança a se organizar e a selecionar as coisas do dia-a-dia”, explica. Porém, Marcela alerta: viver em função da coleção não é saudável! O ato de colecionar deve fazer parte da rotina.
Já que colecionar faz bem... Felipe Vieira Fonseca, 5 anos, aluno do Colégio Dinâmico Balão Azul, a-do-ra os personagens do desenho da Discovery Kids “Thomas & Friends”. Felipe sabe o nome de todos eles e acorda mais cedo nos finais de semana para assistir ao desenho. Ele mostra seus trens, tratores, helicópteros, a estação e a ilha de Sodor, onde Thomas e seus amigos vivem. “Gosto de todos. Agora eu quero uma nova estação para o Thomas”, diz Felipe.