São meses longe de casa. No meio de uma família desconhecida, de um povo desconhecido, língua, costumes, enfim, tudo desconhecido. O jovem que parte para o intercâmbio experimenta uma vida cheia de responsabilidades. É natural que quem não está acostumado com isso amadureça como pessoa ao final desse período longe de casa.
“Foi o melhor ano da minha vida”, afirma Georges Saab, 18 anos, que viveu no Canadá de agosto de 2005 até julho de 2006. “É uma experiência única. Você sai do ‘mundinho’ que está acostumado e, de repente, você tem que se virar sozinho em um mundo totalmente desconhecido”, comenta ele. “As pessoas crescem demais nessas horas”, diz Saab, que inicialmente não queria participar do intercâmbio. Foi porque os pais insistiram e hoje agradece cada minuto vivido lá fora.
Segundo o dirigente do programa de intercâmbios do Rotary Club, Alonso Campoi, esse é o objetivo principal da interação com famílias e pessoas de outros países. “O mais importante disso tudo não é o estudo, mas a convivência que se estabelece nessa relação.”
Além dos intercâmbios de um ano de duração, o Rotary oferece outros mais curtos, de apenas seis semanas, que ocorrem sempre nas férias escolares de fim de ano. Nesse caso, o objetivo é mais voltado para o aprendizado da língua.
Para participar dos intercâmbios promovidos pelo Rotary, o interessado não precisa necessariamente ser um rotariano. As famílias que enviam um filho para o Exterior também não são obrigadas a receber alguém de fora em sua casa. Neste caso, é preciso pagar uma taxa de US$ 2,4 mil (cerca de R$ 4,8 mil e estará livre da hospedagem.
Para participar da seleção para os intercâmbios do Rotary é preciso ter entre 15 e 18 anos e uma reserva financeira de aproximadamente US$ 5 mil (cerca de R$ 10 mil). Antes da viagem, intercambistas e suas famílias precisam passar por um período de treinamento, a fim de preparar, orientar e capacitar quem vai e quem fica para que o impacto da separação e do convívio com a família hospedeira seja o menor possível.
O Lions, outro clube de serviço tradicional, também se prepara para entrar no ramo dos intercâmbios. Ainda não há um programa definido nem data prevista para início das atividades, mas é grande o interesse do clube em também oferecer esse serviço aos seus membros.