A decisão final será tomada hoje em assembléia, mas a diretoria do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região já anuncia como certo o início de uma greve por tempo indeterminado da categoria a partir de amanhã. Segundo o diretor da entidade Carlos Alberto Castilho, os trabalhadores “estão revoltados” com a contraproposta oferecida a eles pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Na última sexta-feira, a oferta de reajuste salarial da federação subiu de 4,82% para 5,2%, além de participação nos lucros e resultados (PLR) equivalente a 80% do salário do funcionário mais R$ 867,00 (mesmo molde do ano passado), 13.ª cesta alimentação ao final do ano (valor aproximado de R$ 242,00) e participação adicional nos lucros apenas para trabalhadores de bancos que conseguem atingir 15% a mais de lucro em relação aos índices do ano anterior.
A estimativa da categoria é que os vencimentos estejam com defasagem de 29,8%, contados desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Além disso, eles também exigem melhorias no trato por parte da direção das instituições durante o momento de trabalho e contratação de mais funcionários, já que o déficit de mão-de-obra é apontado pelo sindicato como o maior causador de filas nas agências.
Na sexta-feira passada, a paralisação de 24 horas realizada pela categoria teve a participação de 25 agências bancárias do total de 47 existentes em Bauru. O movimento, assim como a greve anunciada para a partir desta quarta-feira, ocorreu em várias cidades do País. A assembléia de hoje para definir os rumos da greve está marcada para as 19h, na sede do Sindicato dos Bancários.