Globalização. A palavra já se tornou “popular”, mas não sai de foco durante discussões entre profissionais dos mais variados ramos de atividade. O que um grupo de companhias desenvolve e implanta do outro lado do planeta pode “cair como uma luva” no mercado nacional. Mas como estar em contato com essas novidades? Vontade e disposição para pesquisar são fundamentais (ferramentas não faltam), mas aquela palavrinha escrita no início do texto faz até com que o conhecimento “procure” o receptor. O primeiro dia do MaxiMídia (ontem) é um exemplo disso. Logo na palestra de abertura, um grande público não perdeu a oportunidade de acompanhar o evento transmitido via satélite de São Paulo, que mostra as novas tendências da comunicação no mundo.
Um auditório do Bauru Tênis Clube (BTC) preparado para abrigar 50 pessoas ficou quase lotado de estudantes e profissionais que trocaram um litro de leite pela oportunidade de saber trabalhar a “Criatividade como Vantagem Competitiva”. Palestra foi ministrada pelo norte-americano Pat Fallon, da empresa de mídia Fallon Worldwide, e posteriormente debatida por três profissionais com atuação no Brasil (Celso Loducca, Paulo Camossa e Samuel Russel, da GM).
Esta é a 17ª edição do MaxiMídia, que conta com programação até a próxima quinta-feira com participação de executivos de empresas como grupo Abril, Organizações Globo, grupo RBS, grupo Estado, Avon, Mastercard, agência DM9, Banco Real, Bradesco, Philips, Ibope e MacCann Erickson. Já no primeiro dia de palestras, a movimentação de interessados surpreendeu a organização do evento em Bauru. “Em comparação com o ano passado, a receptividade do público está muito além das nossas expectativas”, afirma Beth Zambello, coordenadora em Bauru. “São muitas ligações de pessoas procurando informações”, completa.
Grande parte do público na manhã de ontem era formado por alunos da Faculdade de Agudos (FAAG), mas profissionais da comunicação também aproveitaram a facilidade de acompanhar a palestra na própria cidade de trabalho. “Já participei desse evento em São Paulo. É uma situação ímpar, mas como nosso tempo é muito corrido, em várias oportunidades se torna inviável esse deslocamento. Por isso, ter acesso a esse conteúdo via satélite é uma ótima vantagem”, destaca Edmilson Cabelo, diretor de criação da Empório de Comunicação, de Bauru.
Ele também faz questão de enfatizar a importância para os estudantes e profissionais em início de carreira em acompanhar as tendências do mercado. “Esta é uma maneira de se fazer um contato inicial muito importante hoje, com ferramentas como a Internet e o cross media, por exemplo. O profissional tem que saber o que está acontecendo no mundo e isso ajuda a sair na frente no mercado”, dá a dica.
Hoje
Das 10h ao meio-dia de hoje, Tim Love, da americana Omnicom Group, fala sobre “O Fim da Globalização - a batalha entre a miopia e a autonomia”. Trocando em miúdos, a importância das filiais não cumprirem estritamente as normas impostas pelas matrizes, mas sim adequar os anseios à realidade verificada pelos profissionais de outros países. Das 14h30 às 16h, “Criação Brasileira na Hora da Verdade - As novas fórmulas de processo criativo numa ambiente multi-plataforma”, cujo moderador é o jornalista Marcelo Tas. Para fechar o dia, “Integração Editorial e Comercial - sua marca no centro das atenções”, palestra com Scott Donaton, da Advertising Age - Madison&Vine - EUA, das 16h30 às 18h.
Amanhã
“Responsabilidade Social e Seu Valor Agregado à Marca” será a palestra ministrada nesta quinta-feira por Fábio Barbosa, do Banco Real, a partir das 10h. Às 14h30, Marco Bevolo, da Philips Worldwide - Holanda, fala sobre “Relacionamentos Digitais - Novos focos de atenção”. O último evento é a explanação sobre “Touchpoints: Uma Visão Holística do Uso da Mídia” , às 16h30, com Scott Donaton, da Advertising Age, dos Estados Unidos.
O BTC, onde ocorre a transmissão via satélite das palestras, fica na rua Gustavo Maciel, 12-33. O telefone para mais informações é (14) 3104-3104, ramal 3229.