O Brasil vive atualmente um momento demográfico definido por alguns especialistas como “onda jovem”. Isso significa um aumento significativo da parcela jovem da população. Estima-se que a população entre 15 e 24 anos de idade gira em torno de 40 milhões de pessoas, algo semelhante à população Argentina. Infelizmente, nota-se que a juventude é a maior vítima de um dos principais males sociais que atingem o país: o desemprego.
A busca de uma vida profissional é sempre uma preocupação dos jovens. Que perdem o sono só em pensar no problema que nossos governantes, infelizmente, não conseguem efetivamente resolver. Não conseguem nem criar caminhos alternativos para oferecer à juventude de nosso país.
Enquanto os jovens bauruenses sofrem para entrar no mercado de trabalho, é inadmissível que uma autarquia da administração municipal pense em promover o maior gasto da história com publicidade institucional.
A discussão deveria começar, aqui em Bauru, na região, no Estado de São Paulo e no país inteiro, por perguntas simples, do tipo: como gerar empregos para os jovens? Como preparar a juventude para o mercado de trabalho? Uma das saídas que eu vejo seria gerar novas empresas e novos negócios, o que faria com estes empregos surjam.
E por que não criar também uma política pública motivando nossos jovens a serem empreendedores? Que os motivem a criar seus próprios negócios ao invés de se limitarem a pedir empregos que, muitas vezes, nem existem? Este mesmo potencial que pode transformar nossos jovens em grandes profissionais, em técnicos brilhantes em inúmeras áreas, pode também ajudá-los a criar suas próprias empresas e eles também estarão, daí em diante, ajudando na criação de oportunidades.
Experiências desse tipo existem. É o caso das empresas juniores, das incubadoras de negócios, normalmente ligadas a faculdades. E elas tem demonstrado, mesmo em fase inicial, que esta é uma proposta com grande dose de êxito.
Tenho certeza que dentro das escolas, já nos cursos técnicos e, lógico, dentro das faculdades, poderemos iniciar a construção de uma geração de jovens empreendedores. E com a descoberta dos talentos poderemos, já fora das escolas, oferecer a eles incentivos fiscais, financeiros, apoio técnico para que criem suas empresas e ofereçam mais empregos, transformando, para melhor, a economia do município. Dessa forma, estaríamos gerando emprego, renda e qualidade de vida para uma parcela significativa de nosssa população.
Luiz Alfredo Rodrigues de Sant’ Anna - RG 45.480.801-X